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Correio Braziliense

Após quase dois meses internada, técnica de enfermagem vence a covid-19

Sâmia Regina foi uma das profissionais infectada pelo novo coronavírus na UPA de Samambaia


postado em 02/07/2020 15:55 / atualizado em 02/07/2020 16:01

Sâmia ficou quase dois meses internada: em parte desse período, ficou intubada(foto: Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem/Divulgação)
Sâmia ficou quase dois meses internada: em parte desse período, ficou intubada (foto: Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem/Divulgação)
A técnica de enfermagem Sâmia Regina, 57 anos, estava entre os mais de 50 servidores da Unidade de Pronto Atendimento de Samambaia infectados, no trabalho, pelo novo coronavírus. Depois de 53 dias internada, 33 deles em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), ela recebeu alta médica nesta quinta-feira (2/7). Agora, Sâmia integra os mais de 38 mil recuperados na doença no DF. 

Internada desde o início de junho no Hospital DFStar, a técnica foi recebida por familiares, amigos e representantes do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem. Para evidenciar a vitória de Sâmia contra a covid-19 não faltaram aplausos, flores e uma enorme faixa em homenagem à profissional. 

 
 
Em abril, ela deu entrada no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) após ser contaminada na UPA de Samambaia. Depois de ser intubada, a paciente foi transferida para o Hospital Daher, onde ficou por 33 dias. Neste período, Sâmia não conseguia falar e a alimentação era à base de sonda. Apenas em junho, quando chegou no DFStar, conseguiu se comunicar e se alimentar melhor. 

Para quem estava acostumada a atuar na linha de frente no combate ao novo vírus, Sâmia vivenciou na pele os efeitos da doença no organismo. O estado de saúde da profissional piorou, ela teve febre, dor de cabeça e um quadro de pneumonia, quando foi para a UTI e precisou ser intubada. Sâmia chegou a ter 60% dos pulmões comprometidos, acometidos pela covid-19 e, durante o tratamento, passou  por reabilitação motora e de fala para recuperação.

Sindicato alerta para contaminação em massa de profissionais de enfermagem

Até esta quarta-feira (1/7), os dados do boletim divulgado pela Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) computavam um total de 2.253 trabalhadores da saúde contaminados pelo novo coronavírus. O número de mortes provocadas pela covid-19 subiu para oito, após a morte do técnico em enfermagem Hiran Rodrigues Lima, de 47 anos, primeiro servidor do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) vítima da doença.

O diretor do Sindate-DF, Newton Batista, faz um alerta sobre as condições de trabalho dos profissionais que estão na linha de frente no combate à pandemia. Batista chama a atenção para os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) fornecidos em unidades de saúde do Distrito Federal, que chegam a ser insuficientes ou de má qualidade.

O dirigente sindical enfatiza que, se medidas não forem adotadas pelo governo, mais mortes ocorrerão, principalmente entre os trabalhadores que estão no front de combate ao vírus.

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