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Correio Braziliense

Domingo é de aglomeração no DF, enquanto mortes por covid-19 chegam a 637

Ao mesmo tempo em que alguns se preocuparam com o uso de máscaras para proteger a si e aos demais, outros não fizeram questão de colocar o acessório, cujo uso é obrigatório


postado em 05/07/2020 19:49 / atualizado em 06/07/2020 01:00

Grupos se reuniram no Calçadão da Asa Norte e em outras partes do DF neste fim de semana(foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
Grupos se reuniram no Calçadão da Asa Norte e em outras partes do DF neste fim de semana (foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
Quem precisou sair de casa no fim de semana encontrou pelo Distrito  Federal um clima que destoava do esperado para um momento de pandemia. Neste domingo (5/7), milhares de brasilienses aproveitaram o dia para passear, fazer exercícios, reuniões e até churrascos em pontos de grande fluxo antes da crise, como o Eixão do Lazer, o Calçadão da Asa Norte e a orla ao lado da Ponte JK.
 
Enquanto alguns se preocuparam com o uso de máscara para se proteger e aos demais, outros não fizeram questão de colocar o acessório. O item é obrigatório para quem estiver em locais públicos desde 11 de maio.

À beira do Lago Paranoá, além de aglomeração, festas e muito lixo, a reportagem encontrou ambulante vendendo desde alimentos e bebidas a passeios de 30 minutos de lancha, por R$ 150, para até cinco pessoas.
 
Diferentes grupos se reuniam próximos uns aos outros. No entanto, para quem estava perto da água, o item de proteção facial não foi requisito. A movimentação foi considerada incomum até para quem passava no local nos fins de semana antes da pandemia. O comerciante Fernando Bezerra, 52 anos, trabalha vendendo bebidas não alcoólicas no Calçadão da Asa Norte. 
 
Após três meses em casa, ele voltou à atividade no último mês. Fernando contou que, mesmo morando com parentes do grupo de risco, precisou retornar ao ponto onde atuava diariamente para conseguir se sustentar. “Houve uma época em que o movimento caiu muito aqui (no Calçadão). Mas, agora, subiu bastante. A quantidade de pessoas que vi hoje eu não via nem no ano passado, nos fins de semana”, relatou. 
 
Apesar do medo de se contaminar, Fernando sentiu alívio por voltar ao trabalho. “As contas estão todas atrasadas. Tentamos nos virar com o auxílio emergencial, mas ele não é mensal. Vem um mês, dois meses, não”, contou. “Um conhecido pegou covid-19, e outro morreu (por causa da doença), mas estou tomando cuidados.”

 

637 mortos no DF


Perto dali, mesmo isoladas, algumas pessoas tentam chamar atenção para a gravidade da situação. Moradores de um apartamento na 213 Norte decidiram usar a varanda como um painel.

Diariamente, a parede da sacada exibe a contagem atualizada do número de mortos pela covid-19 no país. Na tarde deste domingo (5/7), os caracteres pintados sobre folhas de jornal mostravam "63.409 mortos". O Correio tentou contato, mas a família pediu para permanecer sob anonimato.
 
No DF, o total de mortes chegou a 699, neste domingo (5/7), segundo boletim da Secretaria de Saúde (SES-DF). Essa quantidade inclui os registros de vítimas que vieram de outras unidades da Federação. Os óbitos serão contabilizados pelos respectivos estados de origem dos pacientes.
 
Os casos confirmados subiram para 57.854  — 2.094 a mais que no dia anterior. Os homens são maioria (59,7%) entre os pacientes que morreram por causa da doença. As mulheres, contudo, correspondem à maior parte das pessoas infectadas (52%).

Ceilândia (7.835), Plano Piloto (4.095), Samambaia (4.013) e Taguatinga (3.957) são as cidades com os maiores números absolutos de notificações.
 
Ver galeria . 7 Fotos Ana Rayssa/CB/D.A Press
(foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press )
 


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