Cidades

"O Distrito Federal vai sair forte da pandemia", diz Ibaneis ao Correio

Ao Correio, o chefe do Palácio do Buriti justifica a retomada das atividades e afirma que o Distrito Federal se prepara para sair mais forte após a pandemia. Ibaneis Rocha também afirmou que o GDF se organizou para enfrentar a fase mais aguda da covid-19

José Carlos Vieira
postado em 08/07/2020 06:00
 (foto: Renato Alves/Agencia Brasilia)
(foto: Renato Alves/Agencia Brasilia)
O governador Ibaneis Rocha (MDB) está convicto da decisão de reabrir todas as atividades econômicas e também as escolas. Ele disse, com exclusividade ao Correio, que o monitoramento da doença continua a ser feito minuto a minuto. ;Minhas decisões ; desde o fechamento (em março) ; foram tomadas a partir de estudos técnicos embasados com dados muito precisos;, destacou. Agora, pede que cada brasiliense faça a sua parte para se proteger. ;Ao governo, cabe oferecer as condições de tratamento, mas a preservação da vida deve ser de cada um;.
Sobre a retomada do crescimento econômico, o chefe do Palácio do Buriti afirma que o Banco de Brasília (BRB) manterá linhas de crédito para que o setor produtivo ofereça empregos, e os empresários tenham melhores condições de investimento. ;O GDF não parou, mesmo durante a fase mais aguda da doença. A indústria da construção civil não parou sequer um dia;, ressaltou, ao citar obras em andamento. ;Se hoje já se pode encontrar obras e ações do GDF por todo o DF, isso vai ficar ainda mais evidente nos próximos meses;, explicou.

O senhor disse que não vai priorizar apenas um setor produtivo na retomada da economia pós-pandemia, que terá linha de crédito para todos os setores. Quais mecanismos o pequeno empresário terá à disposição?

O Distrito Federal está se preparando para sair forte depois dessa pandemia. A recuperação da economia é uma preocupação desde que, de forma pioneira, interrompi várias dificuldades. O nível de desemprego cresceu na mesma proporção da necessidade dos empresários e vamos ter de atacar de frente. O BRB abriu uma linha de crédito para todos os setores e vai ser o principal vetor da retomada, oferecendo condições especiais para que os empresários possam se recuperar e voltar às suas atividades. Também vamos acompanhar a luta de cada setor da economia para que a gente possa participar dessa retomada com decisão, e a vida volte ao normal o quanto antes.
O setor da construção civil é
um dos que mais empregam.

Terá alguma estratégia, como a ampliação de
setores habitacionais para as classes média e baixa?

Isso já está sendo feito. Aliás, o GDF não parou, mesmo durante a fase mais aguda da doença. A indústria da construção civil não parou sequer um dia, o que mostra a responsabilidade do setor, já que todos os cuidados foram tomados para proteger os trabalhadores, com grande sucesso. Nenhuma obra parou. Estamos finalizando a Saída Norte, reformando todos os viadutos e tesourinhas que corriam risco de cair, revitalizando a W3 Sul e a Avenida dos Pioneiros, no Gama, e prosseguindo com as obras de Vicente Pires, Sol Nascente, Pôr do Sol, Itapoã e acelerando o túnel de Taguatinga.

Além disso, várias obras foram iniciadas neste período, mantendo e até ampliando o nível de emprego, como o asfalto novo na Epig (Estrada Parque Indústrias Gráficas), entre o Setor de Indústrias Gráficas e o Sudoeste, a pista de concreto para o VLT do Gama e Santa Maria e muitas outras. Também aproveitei esse período para lançar uma série de editais para novas obras, inclusive viadutos e todo tipo de melhoria para todas as regiões administrativas. Se hoje já se pode encontrar obras e ações do GDF por todo o DF, isso vai ficar ainda mais evidente nos próximos meses. A construção civil é o que oferece empregos mais rapidamente; vai ser um importante vetor da retomada.

A sua influência política e a relação amistosa com o
governo federal possibilita captar recursos?

Procuro ter uma relação institucional com o governo federal. Ele é nosso hóspede, temos de tratá-lo bem. E nós temos sido bem tratados, até porque apresentamos bons projetos que são encampados. Nós devemos ter boas surpresas nos próximos meses, com uma série de financiamentos que estão sendo ultimados e que vão beneficiar muito todas as regiões do Distrito Federal.

Haverá mais investimentos na rede pública de saúde
para evitar surpresas desagradáveis, como o avanço da covid-19? Mais contratações e hospitais para atender ao brasiliense?

Ninguém que procurou a rede hospitalar com a covid-19 ficou sem tratamento no Distrito Federal. Quando fechamos várias atividades e pedimos para que as pessoas se protegessem com o isolamento, higiene e máscaras, era para que pudéssemos nos preparar para a fase aguda da doença. Tudo foi feito com muita responsabilidade, ampliamos muito a capacidade de tratamento da rede pública, contratamos médicos, enfermeiros e técnicos, e esse trabalho continua. Ceilândia está ganhando dois hospitais, que vão continuar funcionando depois da pandemia, incluindo um materno-infantil. Além disso, estamos modernizando os processos da Secretaria de Saúde e oferecendo tratamento para todos. Ainda há problemas, mas o Distrito Federal está devidamente equipado para fazer a reabertura das atividades como estamos fazendo, com todos os cuidados e muita responsabilidade.

Se necessário, o senhor decretaria o fechamento
geral para evitar um colapso da saúde, como fez em março?

Não vai ter necessidade disso, mas o monitoramento da doença continua a ser feito minuto a minuto. As minhas decisões ; desde o fechamento ; foram tomadas a partir de estudos técnicos embasados com dados muito precisos. É por esse motivo que eu posso garantir que a hora de começar a voltar à normalidade é esta. Todo cidadão está ciente do que tem de fazer para se proteger, porque, ao governo, cabe oferecer as condições de tratamento, mas a preservação da vida deve ser de cada um. Ainda assim, todos os setores que estão retornando têm protocolos de segurança que devem ser observados e cumpridos. Se cada um fizer sua parte com responsabilidade, a transição será tranquila.

Muitos pais, alunos e até professores reagiram à
reabertura das escolas. Quais são os argumentos
que embasaram a decisão de volta às aulas?

Os estudos mostram que já é seguro abrir paulatinamente as escolas. Não é possível manter as crianças em casa à espera de um remédio que não existe e de uma vacina que ainda está em fase de desenvolvimento. A rede pública de educação está sendo preparada, com uma série de procedimentos de segurança para proteger alunos e professores. Sei que não vai ser fácil, mas estamos tomando todos os cuidados para que todos possam voltar a estudar em um ambiente seguro.

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