Cidades

Metrô-DF registra 47 casos de infecção por covid-19 entre empregados

Ao todo, 220 empregados foram afastados por suspeita de infecção pela covid-19 ou por terem contato com pessoa infectada. No entanto, menos de 50 tiveram o diagnóstico confirmado

Correio Braziliense
postado em 08/07/2020 15:37
 (foto:  Paulo Barros/Ascom/Metrô-DF)
(foto: Paulo Barros/Ascom/Metrô-DF)
Nos trens, o reforço da limpeza é feito a cada viagem completa, na chegada ao terminalA Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) mapeou os casos de covid-19 entre os metroviários desde o início da pandemia até 2 de julho. O estudo mostra que 220 empregados - 200 das áreas operacionais e 20 em atividades administrativas - homologaram atestados solicitando o afastamento das atividades por suspeita de contaminação ou por terem declarado contato com pessoa infectada. Desse total, foram confirmados apenas 44 casos positivos.
A análise dos dados indica ainda que os casos positivos estão pulverizados entre os diversos postos de trabalho, ou seja, não há pontos focais de contágio da doença no sistema. Além disso, não ocorreu nenhuma morte em decorrência de complicações da covid-19.
Atualmente, o Metrô-DF tem 110 empregados afastados por estarem enquadrados em grupo de risco, 334 empregados estão em teletrabalho e 752 em trabalho presencial, apenas o quantitativo fundamental para manter o sistema operando com plena capacidade.
Dos 44 empregadas que tiveram diagnóstico positivo, cinco estão em trabalho remoto, nas próprias casas e outros cinco são lotados em unidades administrativas em que não há contato com usuários do metrô. Os demais 34 casos registrados foram identificados em postos de trabalho ao longo da linha.
A atualização dos casos é semanal e, entre 2 e 6 de julho, foram comunicados à Medicina do Trabalho outros três casos positivos não incluídos no levantamento. O cruzamento dos dados entre os atestados homologados e os casos confirmados mostra que não necessariamente os empregados afastados por suspeitas de contaminação tiveram contato com o vírus no local de trabalho.


Casos por posto de trabalho

O maior número de casos registrados foi de empregados com postos de trabalho na Estação Ceilândia Centro (CEC), são cinco no total. Em seguida, vêm as estações Central, Águas Claras e Samambaia, com três ocorrências cada; Concessionárias, Asa Sul, 112 Sul, Terminal Ceilândia e Park Shopping, com duas ocorrências; e um caso nas estações Galeria, 102 Sul, 108 Sul, 114 Sul, Ceilândia Sul, Ceilândia Norte, Guariroba, Furnas, Praça do Relógio e Samambaia Sul.
Apesar de terem pedidos de afastamento registrados, as estações de Arniqueiras, em Águas Claras, Feira, Guará, Metropolitana, Estrada Parque e Taguatinga Sul ainda não tiveram nenhuma confirmação de infecção.

Testes rápidos

Em junho, o Metrô-DF aplicou 353 testes rápidos, cedidos pela Secretaria de Saúde. Foram testados 46% do total de empregados em trabalho presencial. Entre eles, cinco tiveram resultado positivo para coronavírus e foram afastados preventivamente e orientados a refazer o exame e a buscar orientação médica.
Segundo a companhia, desde o início da pandemia foram adotadas uma série de medidas, como a circulação dos carros com as janelas basculantes abertas e o reforço a limpeza dos trens e das estações, que passou a ser feita com álcool 70% e o peróxido de hidrogênio.
Durante a madrugada, há reforço a cada 30 ou 40 minutos da limpeza nos bloqueios e nos balcões das bilheterias. Nos trens, o reforço é feito a cada viagem completa, na chegada ao terminal. Além disso, nesta semana começa o 11; ciclo de desinfecção com o quaternário de amônio, feito uma vez por semana em cada estação, em todos os trens e nas unidades administrativas e operacionais do Metrô-DF.
Diante do retorno gradual das atividades do Distrito Federal, o Metrô-DF estuda medidas complementares, como medição de temperatura, tapetes de sanitização e instalação de dispensers de álcool gel. A companhia pede ainda o apoio da população, para adotar todas as medidas individuais de proteção.

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