Cidades

Naja que picou estudante está no zoológico e segue em observação

O animal não apresentou problemas físicos, mas teve altos níveis de estresse

Samara Schwingel
postado em 09/07/2020 12:45
 (foto: Facebook/Reprodução)
(foto: Facebook/Reprodução)
O estudante foi picado e o coma foi induzido para aguardar a chegada do soro antiofídicoA naja que picou Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkul, 22 anos, está no Zoológico de Brasília para receber tratamento adequado. O animal deve permanecer no local por tempo indeterminado aguardando que os órgãos ambientais definam qual será o destino final.

A cobra chegou ao zoológico por volta das 23h30 desta quarta-feira (8/7) depois de ser capturada próxima ao Pier 21. Segundo avaliação, ela não apresentou problemas físicos, mas estava com altos níveis de estresse.

Os profissionais não a alimentaram devido ao metabolismo lento que as cobras apresentam: elas podem ficar por mais de 15 dias sem se alimentar. Eles não irão manusear o animal enquanto as doses de soro importadas não chegarem ao Brasil.

Segundo o zoológico, "trata-se de um indivíduo de alto risco, por ser uma das espécies mais perigosas em relação à peçonha, e por não ter, até o momento, em território nacional, soro antiofídico."

Tráfico de animais

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o Batalhão da Polícia Militar Ambiental e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) investigam como o animal chegou ao Brasil. As suspeitas são de que o estudante a tenha trazido de fora ilegalmente, uma vez que não há registros da entrada da espécie no país.

Os investigadores devem ouvir o depoimento de um amigo de Pedro que, supostamente, mantinha a cobra em casa. Nenhum dos dois tinha permissão para criar o animal. O Ibama informou que emitirá multa, que pode variar de R$ 500 a R$ 5 mil, ao proprietário da residência onde estava o animal.

Estado de saúde do estudante


Pedro segue internado no Hospital Maria Auxiliadora, no Gama, no qual deu entrada com os pais na noite de terça-feira (7/7). Ele foi induzido ao coma para aguardar a chegada do soro antiofídico vindo do Instituto Butantan em São Paulo.
Na quarta-feira, ele recebeu a dose do soro e teria respondido bem. Também passou por por uma sessão de hemodiálise e o quadro de saúde apresentou leve melhora, mas não o suficiente para deixar a UTI.
As 10 doses vindas dos Estados Unidos são preventivas e não necessariamente serão todas utilizadas pelo estudante. As que sobrarem serão encaminhadas ao Butantan para estoque.

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