Cidades

GDF monitora nível de contaminação do solo no antigo Lixão da Estrutural

A Secretaria do Meio Ambiente instalou poços para verificar o nivel de chorume na região

Correio Braziliense
Correio Braziliense
postado em 09/07/2020 17:05
 (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
O Lixão da Estrutural, desativado em 2018, foi o maior depósito de lixo a céu aberto da América LatinaUm estudo de diagnóstico sobre o nível de poluição e o impacto do Lixão da Estrutural no meio ambiente está em desenvolvimento na Universidade de Brasília (UnB), a pedido da Secretaria do Meio Ambiente (Sema). O objetivo é verificar se o depósito de lixo contaminou os córregos Acampamento, Ribeirão Bananal e Cabaceira do Valo.

Segundo o secretário de meio ambiente do Distrito Federal, Sarney Filho, no caso do Lixão da Estrutural, que encerrou o recebimento de resíduos sólidos urbanos (RSU) há quase dois anos, o local gera preocupação, pois concentra enorme quantidade de chorume e gás metano no solo, além de possuir grandes volumes de lixo enterrados em decomposição.

Além do diagnóstico, a Secretaria espera uma proposta de remediação para toda a área de influência local. Com os resultados o Governo do Distrito Federal (GDF) vai elaborar o Plano de Gerenciamento de Contaminantes do antigo lixão da Estrutural, que vai definir ações a curto, médio e longo prazo para descontaminação da área, promovendo a reparação aos danos causados ao meio ambiente.

Além disso, a Sema vem concluindo a perfuração de poços para medir o nível de contaminação de chorume, o líquido escuro que sai do lixo. Os poços estão sendo instalados na área urbana da Estrutural, no Parque Nacional de Brasília e na própria área do Lixão. Já foi concluída a instalação de 12 poços, faltando apenas mais oito para a conclusão dessa etapa.

Contenção de danos


[SAIBAMAIS]Segundo o professor Eloi Campos, coordenador técnico do projeto e diretor do Instituto de Geociências da Universidade de Brasília (UnB), mesmo sem depositar mais lixo, a chuva infiltra na região e dilui o chorume, que por sua vez segue migrando.

;O que ainda não tem resposta é: onde que essa pluma chegou? Sabemos que ela se direciona para o interior do Parque Nacional e também para a cabeceira do córrego Vicente Pires, que é local de captação de água pela Caesb. Então, tratar o chorume e evitar essas rotas são pontos importantes;, destacou o professor.

Uma das ações previstas no projeto é a implantação da fitorremediação para avaliar a absorção de poluentes na área demarcada e testar tecnologias inovadoras para retirada ou a estabilização de metais nos solos. Já foram plantadas 400 mudas de espécies nativas e 100 mudas de eucalipto em uma área piloto de um hectare do antigo Lixão. Entre as espécies do Cerrado estão: mudas de baru, mama-cadela, angico, ipê-roxo, fedegoso, cedro, jatobá, copaíba, mulungu e pata-de-vaca, além de sorgo e girassol, outras espécies de ciclo curto.

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