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Correio Braziliense

Presença em aulas on-line no DF começam a valer a partir de segunda-feira

Secretaria de Educação também estuda cronogramas de retorno presencial, com realidade adaptada aos novos protocolos. Na rede privada, cada escola poderá decidir sobre a retomada das atividades a partir de 27 de julho


postado em 11/07/2020 07:00 / atualizado em 11/07/2020 08:29

(foto: Viola Júnior/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Viola Júnior/Esp. CB/D.A Press)
A Secretaria de Educação entrou no mês decisivo para a elaboração de cronogramas de retorno às aulas presenciais. A pasta fixou três datas importantes. Na segunda-feira, dia 13, as atividades on-line contam presença dos estudantes. Em 3 de agosto, serão retomadas atividades de organização para a volta presencial, ainda sem alunos em sala. E, mesmo sem a definição do retorno às aulas nas escolas, o término do ano letivo está marcado para 28 de janeiro de 2021. Com a principal data aguardada em discussão, secretaria, professores, pais e estudantes questionam qual é o protocolo ideal para educar na pandemia.

A pasta observará dados científicos para definir o cronograma e a forma de retomada, que contará com as recomendações de saúde adequadas, segundo o secretário de Educação, Leandro Cruz. “Nós testaremos os professores, prepararemos todos os protocolos e teremos uma volta gradual e segura para nossos estudantes, professores, servidores e toda a comunidade da educação. Teremos um retorno do processo educacional, mas de forma segura e absolutamente planejada”, explicou. Além de realizar testes de covid-19 nos profissionais da área, a Secretaria de Educação informou que aulas presenciais deverão seguir determinações como desinfecção das unidades, higienização correta, protocolos de distanciamento, lavagem das mãos ao entrar nas escolas e instalação de um tapete de desinfecção na entrada de cada sala de aula.

Para o Sindicato dos Professores (Sinpro), há várias dificuldades na prática de tais recomendações. “As escolas precisam de uma reestruturação grande para esse retorno presencial, com bebedouros diferentes, disponibilização de tapetes, sabão, água, álcool em gel, mudança no intervalo dos alunos, na coordenação dos professores, alteração no atendimento do educador na mesa do estudante. Tudo isso é um novo cenário, que não se constrói de um dia para o outro”, afirma Rosilene Corrêa, diretora do sindicato. Segundo ela, é impensável o retorno presencial em agosto. “Temos hoje um prejuízo com as aulas remotas, mas a vida é mais importante”, pontua.

O retorno das atividades preocupa pais como Lucélia Gomes, 43 anos. A brigadista tem dois filhos na rede pública e vê dificuldades em fazer com que as crianças sigam os protocolos de saúde. “Até adulto não segue à risca os pedidos de uso de máscara e higienização, imagina quem é menor. Esse é um momento difícil, e muita gente diz que os alunos não aprendem do mesmo jeito no ensino virtual, mas é algo que a gente tem de começar a se adaptar”, opina.

Marília Abreu, 52, é mãe de aluna do ensino médio e acredita que a preocupação com a saúde vem antes do conteúdo obrigatório. “Se for um retorno em um cenário diferente do atual, com os casos estabilizados, tudo bem, podemos começar a pensar nas aulas presenciais. Mas, hoje, sinto insegurança em deixar a minha filha voltar, com a doença assim como está, e muitos outros pais que estou conversando dizem o mesmo”, conta.

Rede privada

Para as escolas particulares, não há uma data fixa para todas as instituições, mas cada colégio pode decidir um cronograma de retorno presencial a partir de 27 de julho. O Sindicato de Estabelecimentos Particulares do Distrito Federal (Sinepe/DF) constatou, em pesquisa realizada em maio, que haveria uma possível adesão de aproximadamente 30% de famílias ao retorno ao ambiente escolar. 

O sindicato acrescentou, em nota, que a reabertura é opcional e deve se adequar à realidade de cada instituição. “Existe um número considerável, que prefere aguardar, ou tem restrições de saúde, e naturalmente deve ser respeitado em seu direito. Porém, isso não pode impedir aqueles que, por opção ou liberdade, precisam e desejam que seus filhos estejam amparados numa instituição devidamente credenciada. Asseguramos que o retorno será realizado da forma mais segura possível”, esclareceu o sindicato.

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