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Correio Braziliense

Despedida de enfermeira e filha mortas em acidente gera comoção

Cerca de 150 pessoas compareceram à cerimônia fúnebre


postado em 13/07/2020 06:00

Cerca de 150 pessoas compareceram ao enterro de enfermeira do HRT(foto: Minervino Júnior/CB/D.A Press)
Cerca de 150 pessoas compareceram ao enterro de enfermeira do HRT (foto: Minervino Júnior/CB/D.A Press)
Comoção e incredulidade de amigos e parentes marcaram o velório e enterro da enfermeira Edna da Silva Flor, 57 anos, e da filha dela, Kênia Flor, 33, grávida de 7 meses de uma menina. Mãe, filha e a neném morreram em um acidente de trânsito na manhã de sábado, que deixou seis mortos. Cerca de 150 pessoas compareceram à cerimônia fúnebre.

 

O carro da família Flores e um outro veículo de passeio bateram de frente na BR-020, perto do trevo de Flores de Goiás, município distante 235km de Brasília. Os únicos sobreviventes da tragédia são Francisco Pereira Flor, 61, marido de Edna, e Pedro, 2, neto do casal e filho de Kênia. As outras três vítimas do acidente seguiam em um Colbat, com placa de Brasília. Até o fechamento desta edição, no entanto, os nomes deles não haviam sido divulgados. A única informação disponível revela que são dois homens e uma mulher.

 

Enquanto Edna e Kênia eram sepultadas, Pedro entrava na sala de cirurgia. Ele teve fratura no pé e na clavícula. José, também será operado. A equipe de resgate informou que ele sofreu múltiplas fraturas nos membros inferiores.

Sorriso fácil

 

Edna Flor era servidora da saúde há 25 anos e, atualmente, estava lotada como supervisora da maternidade do Hospital Regional de Taguatinga (HRT). Colegas de trabalho da enfermeira a definem como uma líder excepcional. “Ela era a primeira a chegar no plantão e a última a ir embora, sempre com um sorriso no rosto”, lamentou a enfermeira Helen Wanessa Soares.

 

Para Alice Lins, a servidora abraçava a bandeira da luta contra o câncer de mama, especialmente no mês de conscientização da doença, o Outubro Rosa. “A Edna se dedicava à causa. Era de lei, a ala ficava toda rosa e ela se virava para arrecadar kits de higiene para as pacientes, além de dias de mutirão”, afirmou .

A Secretaria de Saúde do DF divulgou nota de pesar em que descreve Edna como uma mulher “de sorriso fácil e acolhedor”. “Amiga, sincera, simpática, tinha um excelente desempenho profissional”, diz o texto. O Sindicato dos Enfermeiros (SindEnfermeiro-DF) também a homenageou. “Enaltecemos Edna pela figura humana e também pela dedicação à enfermagem.” 

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