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Correio Braziliense

Carga de remédios sem nota fiscal é avaliada em mais de R$ 500 mil

Quase 22 mil caixas de medicamentos, entre eles ivermectina e azitromicina, foram apreendidas pela Receita Federal, no DF. Dono da carga assinou auto de infração e teve a mercadoria liberada


postado em 13/07/2020 20:20 / atualizado em 13/07/2020 20:20

 A carreta com os produtos vinha do Amazonas e seguia sentido a Goiânia (GO)(foto: Divulgação/ Sec. de Economia)
A carreta com os produtos vinha do Amazonas e seguia sentido a Goiânia (GO) (foto: Divulgação/ Sec. de Economia)

O dono de uma carga de remédios avaliada em mais de meio milhão de reais, apreendida pela Receita Federal, na manhã desta segunda-feira (13/7), se apresentou para retirar a mercadoria, que estava retida no posto de fiscalização da BR-060, em Samambaia. O Empresário assinou auto de infração se responsabilizando pela carga e pelas multas, o que garantiu a liberação da mercadoria, do motorista e do veículo. 

A carga de 21.967 caixas de remédio incluía 15.002 de ivermectina, 4.145 de azitromicina e 2.820 de leverctin. Alguns desses medicamentos têm sido procurados pela população nas farmácias do Distrito Federal para o tratamento precoce da covid19, embora não haja comprovação científica da eficácia deles.  A mercadoria, avaliada em R$ 524.759,00, estava sem nota fiscal.

A carreta com os produtos vinha do Amazonas e seguia no sentido a Goiânia (GO). O motorista foi abordado pela fiscalização itinerante da Receita Federal e da Secretaria de Economia no DF quando passava pelo Núcleo Rural Engenho das Lajes. Ao verificar a ausência da nota fiscal, as autoridadesele detiveram o veículo e a carga.

Ao dono dos produtos foi estabelecido o recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) além de multas, que somados passam de R$270 mil. 

Na semana passada o Correio noticiou que a busca pela Ivermectina aumentou, no Brasil e no DF, por ser um suposto tratamento para a covid-19, o que fez com o que produto sumisse das prateleiras das farmácias da capital. Especialistas alertam que não há eficácia comprovada do medicamento contra o novo coronavírus.

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