Cidades

Ministério Público acompanha investigações sobre estudante picado por naja

O jovem recebeu alta do hospital nesta segunda-feira (13/7) e pode ser autuado por crime contra a saúde pública

Samara Schwingel
postado em 14/07/2020 10:24
 (foto: Redes Sociais/Reprodução)
(foto: Redes Sociais/Reprodução)
Dois agentes da PCDF compareceram ao prédio no qual o estudante moraO Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) informou que acompanha as investigações sobre o caso do estudante de medicina veterinária que foi picado por uma naja. Pedro Henrique Lemkuhl, 22 anos, é suspeito de participar de um esquema nacional de tráfico de animais.

O MPDFT trabalha junto à Delegacia Especial de Combate à Ocupação Irregular do Solo e aos Crimes Contra a ordem Urbanística e o Meio Ambiente (Dema) e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A Polícia Civil do DF também investiga o jovem e deve ouvi-lo ainda esta semana.

Pedro recebeu alta do hospital por volta das 13h desta segunda-feira (13/7). Horas depois, dois agentes da PCDF compareceram ao prédio no qual o estudante mora, no Guará 2. O Correio apurou que eles olharam imagens do circuito de segurança do condomínio.

Na última sexta-feira (10/7), três amigos de Pedro, incluindo o jovem que soltou a naja próximo ao shopping Pier 21, foram até a 14;DP e conversaram com o delegado responsável pelo caso. Nenhum deles foi responsabilizado pelo crime ainda.

[SAIBAMAIS]O estudante de medicina veterinária pode ser autuado, também, por crime contra a saúde pública devido ao manuseio indevido da naja, espécie exótica e sem produção nacional de soro antiofídico.

O caso da naja levou à apreensão de mais 16 serpentes, além de outros animais como três tubarões e uma moreia que podem ter ligação com o caso.
Em nota, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) informou que está acompanhando o caso, que ainda está sob investigação policial. "O MPDFT aguarda a conclusão do inquérito para tomar as medidas cabíveis", diz o texto.

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