Cidades

Olímpio Pereira Neto, escritor

postado em 21/07/2020 04:07
Olímpio Pereira: livros que focavam a cultura do Planalto Central
O escritor goiano-brasiliense Olímpio Pereira Neto, 84 anos, morreu, no último domingo, por complicações da covid-19. Ele estava internado há uma semana e, devido à idade avançada, não resistiu. Olímpio nasceu em 1936, na cidade de Orizona (GO). Filho de Florentino Vieira Pereira e Dorcelina Pereira, o escritor foi casado e morava com a família no ParkWay. Ele deixou filhos, netos, bisnetos e trinetos, que não puderam prestar homenagens durante o enterro, devido ao perigo de contágio pelo novo coronavírus.

Formado em letras pela Universidade Federal de Goiás (UFG), Olímpio era titular da cadeira n; 16 da Academia de Letras de Orizona e da cadeira n; 20 da Academia Taguatinguense de Letras. Além disso, é o autor de cerca de 15 obras como: Orizona: cidade e campo; Um lugar no mapa e Lendas e contos do Planalto Central, entre outras. Também fundou, ao lado de colegas, o Sindicato dos Escritores do DF.

O escritor fez parte de inúmeras coletâneas e antologias de contos em Goiânia, Brasília, Orizona e outras cidades do Brasil. Sempre visando incentivar novos profissionais, Olímpio foi fundador da Bolsa de Publicações Olímpio Pereira Neto que apoiava escritores orizonenses a publicar trabalhos e obras, assim como historiadores e genealogistas. Em 2019, Olímpio foi homenageado por colegas durante a 35; edição da Feira do Livro de Brasília.

Gustavo Dourado, escritor e presidente da Academia de Letras Taguatinguense, foi amigo pessoal de Olímpio há mais de 40 anos. Ele considera a morte do escritor uma grande perda para o DF. ;Olímpio viu Brasília nascer. Quando era menino, andava por essa região com o pai, quando tudo ainda era cerrado. Por isso, conhecia essa cidade como ninguém;, afirma. ;Nas obras, Olímpio resgatava as lendas do DF. Era um historiador, professor, pesquisador e escritor fantástico;, diz Gustavo.

O presidente da Academia de Letras Taguatinguense diz que pensa em dar o nome de Olímpio à cadeira que ele ocupava na Academia. Gustavo informa ainda que Olímpio deixou obras inéditas para serem publicadas. ;Além dos 15 livros que ele escreveu, há outros, nunca publicados, que estão em poder da academia. A escrita dele retratava o sertão goiano de Orizona, Goiás Velho e Luziânia e desvelava os caminhos dos bandeirantes e pioneiros.;


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