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Correio Braziliense

Covid-19: hospitais recebem tablets para ajudar comunicação com pacientes

Aparelhos serão utilizados pela rede pública de saúde para reaproximação de pacientes com familiares


postado em 31/07/2020 17:46 / atualizado em 31/07/2020 18:20

Pacientes chegam a ficar 40 dias sem ver amigos e familiares(foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde)
Pacientes chegam a ficar 40 dias sem ver amigos e familiares (foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde)
Viver longe dos familiares, amigos e conhecidos não é fácil, mas essa é a realidade que os pacientes da covid-19 enfrentam durante a internação. Para acompanhar a situação emocional e psicológica desses pacientes, profissionais da psicologia receberam tablets para essa missão.

 

A iniciativa é um projeto da Universidade de Brasília (UnB), UnB solidária, que doou oito aparelhos à Secretaria de Saúde (SES). Os equipamentos serão patrimoniados e distribuídos para os hospitais da rede pública. Com a proibição das visitas devido ao grande risco de contágio, há pessoas que ficam até 40 dias sem ver os familiares e amigos.

 

“Eles serão destinados aos pacientes isolados com diagnóstico de covid-19, longe da família, para manter o contato com a rede de apoio, intermediado pelo atendimento psicológico, levando em conta as condições clínicas”, explica a gerente de serviços de psicologia da SES, Rúbia Marinari.

 

A psicóloga Thatiana Gimenes, do Hospital Regional de Ceilândia (HRC), relata que, especialmente nos casos em que o paciente precisará ficar intubado, as equipes tentam fazer uma videochamada. Para tanto, até agora, eram utilizados os aparelhos celulares dos próprios servidores.

 

“É um momento em que o paciente ainda está acordado, consegue falar com os familiares, tranquilizar a família, porque a partir daquele momento, para a intubação, ele vai ficar sedado”, explica. Segundo ela, o procedimento ajuda a reduzir a ansiedade tanto do paciente quanto dos familiares.

Apoio para profissionais

O psicólogo Iuri Bezerra Luz, do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), reforça que os tablets vão otimizar o trabalho dos profissionais de sua área. “A experiência que o tablet propicia é mais intensa e amplia em números a nossa inserção com esse procedimento”, pontua. “A expectativa é de que possamos criar uma rotina que antes não era possível pela ausência dele [o aparelho]”.

 

No Hran, as videochamadas são realizadas no pronto-socorro e nas enfermarias, chegando a 90% dos pacientes internados. A equipe também dá suporte às famílias dos pacientes e realiza teleatendimentos.

Aplicativo para doações

Para conseguir as doações, a equipe do projeto UnB Solidária utiliza o aplicativo Doarti, que possibilita a conexão dos doadores com quem deseja receber qualquer tipo de doação. “É um aplicativo que está disponível em várias bases. Eu sei que esse equipamento vai ajudar quem está sem ver seu familiar há muito tempo”, explica a solidária responsável pela entrega dos tablets à SES e professora de nutrição da UnB Renata Alves Monteiro.

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