Correio Braziliense
postado em 04/08/2020 16:35
A Associação Brasileira de Autismo Comportamento e Intervenção (Abraci-DF) encerra, neste semestre, o ciclo de parceria com a Confederação Brasileira dos Círculos Operários. Ao todo, foram oito anos de atuação no espaço cedido no Cruzeiro Velho. Com o fim do contrato, a instituição está em busca de novo local para dar continuidade aos trabalhos de terapia e assistência às famílias do Distrito Federal e Entorno.
De acordo com a presidente da Abraci, Lucinete Ferreira de Andrade, o maior desafio é achar um espaço no Cruzeiro, região onde o projeto é referência. “A gente tem mapeado dois espaços públicos aqui no Cruzeiro e estamos mobilizando o GDF para abrigar nosso projeto”, relata.
Segundo ela, a perspectiva é que, ainda neste semestre, as atividades no espaço da Confederação Brasileira dos Círculos Operários seja encerrada. “Não sabemos o dia, mas nos informaram que seria ainda neste segundo semestre. A gente entende que eles têm outros planos para o espaço e somos muito gratos pelo tempo de parceria”, pontua.
Saiba Mais
Nesta segunda-feira (3/8), o administrador do Cruzeiro, Renato Couto, esteve em reunião com junto com a Abraci-DF e demonstrou apoio e reconhecimento ao trabalho de a entidade desenvolve. Ao Correio, a Administração informou que está buscando, junto com o Executivo local, uma forma de ajudar a instituição.
Em nota, o Governo do Distrito Federal, esclareceu que um dos locais solicitados pela Abraci-DF para ser sede da instituição está ocupado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação. O espaço serve como depósito para 320 bens móveis da pasta.
Por outro lado, a Confederação Brasileira dos Círculos Operários informou ao Correio que não houve tratativa oficial sobre formas e encaminhamentos em relação ao término da parceria com a Abraci. "Sobretudo porque temos a prática de tomar decisões em comum acordo com as partes envolvidas, respeitando compromissos assumidos e a maneira mais adequada e tranquila para ambas as partes", informou em nota.
De acordo com a confederação, os espaços que ficam ociosos são cedidos, eventualmente, por tempo limitado e provisório, para a ocupação de outras entidades reconhecidas por práticas sociais e/ou filantrópicas, como é o caso da Abraci.
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