Cidades

Grupo de religiosos fardados é acusado de ameaçar moradores de rua

Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do DF pede investigação do Ministério Público após denúncia de que grupo usaria de violência para constranger população vulnerável

Mariana Machado
postado em 05/08/2020 16:02
Parlamentares do DF pediram ao Ministério Público que investigue o grupoA Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) solicitou que o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Secretaria de Segurança Pública (SSP) e a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) investigue o grupo religioso intitulado Patrulha da Paz, que estaria ameaçando e constrangendo pessoas em situação de rua.

O deputado Distrital Fábio Félix (Psol), presidente da Comissão de Direitos Humanos da CLDF, encaminhou ofício ao MPDFT, depois de receber a denúncia de que o grupo estaria agindo com violência, inclusive forçando a internação dessas pessoas em comunidades terapêuticas.

[SAIBAMAIS]Nas redes sociais, os integrantes divulgam fotos das ações, sempre usando fardas semelhantes às das forças de segurança. ;O grupo é liderado por um homem conhecido como Pastor Gilmar, que se autointitula Comandante Geral do 1; Batalhão da Patrulha da Paz;, detalha o parlamentar.

Eles também usam veículos caracterizados como se fossem viaturas, o que, como destaca o distrital, ;parece ter o objetivo de confundir a população, especialmente as pessoas mais vulneráveis, usando um poder de coerção próprio do Estado que não é atribuído a uma organização da sociedade civil.;

O ofício explica ainda que, embora a informação inicial seja de que o grupo realize ações sociais, como distribuição de alimentos e cultos religiosos, durante a noite, estariam sendo agressivos.

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Em nota, a Polícia Militar afirmou que o grupo faz ação social em Ceilândia para pessoas em situação de rua utilizando uniformes distintos dos da PM. Além disso, informa que não há denúncis de abordagens violentas ou coações por parte do grupo.

A SSP/DF informou que foi comunicada oficialmente sobre o assunto e que fará os devidos encaminhamentos junto às forças de segurança. O Correio questionou os demais órgãos acionados e aguarda posicionamento. A reportagem também espera resposta do representante do grupo, Pastor Gilmar.

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