Cidades

PMDF afasta dois militares por atrapalhar as investigações do caso da naja

A corporação informou que o afastamento dos policiais visa dar transparência às apurações e que a medida foi solicitada pelo Departamento de Controle e Correição da PMDF

Darcianne Diogo
postado em 05/08/2020 15:40
Pedro Henrique dos Santos Krambeck Lehmkuhl é suspeito de integrar um esquema internacional de tráfico de animaisA Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) afastou, preventivamente, dois militares lotados no Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) suspeitos de atrapalhar as investigações da Polícia Civil, que apura um esquema internacional de tráfico de animais exóticos e silvestres. Conforme revelou o Correio, a corporação havia aberto um inquérito para investigar a conduta dos servidores em 29 de julho.

Por meio de nota oficial, a PMDF informou que o afastamento dos policiais visa dar transparência às apurações e que a medida foi solicitada pelo Departamento de Controle e Correição da PMDF. A iniciativa veio após investigações da PCDF apontarem que os militares estariam tentando proteger os alvos da Operação Snake, conduzida pela 14; Delegacia de Polícia (Gama) ; Pedro Henrique dos Santos Krambeck Lehmkul e Gabriel Ribeiro de Moura.

Os estudantes de medicina veterinária chegaram a ficar presos na Divisão de Controle e Custódia de Presos (DCCP), mas foram liberados pela Justiça. Os dois são suspeitos de integrar um esquema internacional de tráfico de animais. O caso, no entanto, permanece sob investigação.

Envolvimento

A naja que picou Pedro Henrique só foi encontrada um dia depois do incidente, em 8 de julho, próximo ao shopping Pier 21, após Gabriel Ribeiro tê-la soltado no local. Policiais civis estavam em contato com o jovem para a entrega da serpente. A princípio, estava tudo combinado para ele devolver a cobra, mas, em determinado momento, o estudante mudou de ideia e informou aos agentes que só entregaria o animal aos policiais militares.

Em depoimento, o policial responsável afirmou que Gabriel teria dito para a equipe ir a vários outros locais onde, supostamente, estaria a cobra. Os militares seguiram, então, para a Ponte Alta do Gama, Lago Norte, Lago Sul, Setor de Mansões Lago Norte, Guará e, por fim, o estacionamento do shopping, onde a cobra foi encontrada em um recipiente plástico e conduzida à delegacia.

Gabriel não foi detido neste dia, o que levou a polícia a suspeitar de ocultação de provas. Essa hipótese, no entanto, será investigada com cautela.


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