Publicidade

Correio Braziliense SAÚDE

Reforço na prevenção contra o câncer de mama

Cada vez mais a ressonância magnética tem sido usada para detectar nódulos malignos nas mamas em estágios muito iniciais. A indicação é para mulheres com histórico de câncer na família, mas os médicos alertam: o exame não substitui a mamografia


postado em 19/07/2009 08:00 / atualizado em 19/07/2009 08:16

Um tema anima as discussões entre mastologistas e radiologistas: o uso da ressonância magnética como ferramenta de diagnóstico e planejamento do tratamento de câncer de mama. Para o médico americano Edward Copeland III, professor da Faculdade de Medicina da Universidade da Flórida e autor do mais importante tratado já publicado sobre esse tipo de tumor, o exame permite localizar nódulos malignos menores, não visualizados pela mamografia e, muitas vezes, nem pelo ultrassom.

Segundo a radiologista Érica Raquel de Oliveira, a vantagem da ressonância é permitir um planejamento mais específico e personalizado do tratamento, evitando que uma paciente seja operada e meses depois venha a apresentar a reincidência de tumores. “Eles, na verdade, já estavam no local, apenas não eram visíveis ao exame mamográfico”, diz a médica, participante de um curso com Copeland.

 

Ouça entrevista com o mastologista Alfredo Barros

 

A radiologista Andréa Ribeiro reconhece a eficácia do procedimento para mulheres do grupo de risco, mas faz uma ressalva: ainda faltam estudos que atestem, a longo prazo, que os exames de ressonância magnética levam à redução de mortes. “A mamografia ainda é o principal teste de detecção precoce do tumor nas mamas em qualquer grupo de mulher”, alerta.

Leia reportagem completa na Revista do Correio de hoje

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade