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Correio Braziliense ALERTA

Bronzeamento artificial causa câncer, diz estudo


postado em 30/07/2009 20:19

Sair de casa, ir até uma clínica de estética, ficar ali por apenas 15 minutos e voltar com o corpo moreno. Uma das benesses da tecnologia cosmética pode ter um efeito devastador à saúde. Segundo a Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer (IARC, pela sigla em inglês), com sede em Lyon (França), o risco de melanoma cutâneo aumenta em 75% nos adeptos de bronzeamento artificial com menos de 30 anos. Um grupo de trabalho do IARC realizou uma análise combinada de 20 estudos epidemiológicos e reclassificou as máquinas como “carcinogênicas para humanos”, inserindo-a na lista de 108 agentes, misturas e circunstâncias de exposições sujeitas a provocar uma proliferação anormal das células humanas, levando ao câncer.

“Há evidências suficientes de um aumento no risco de melanoma ocular associado ao uso dos dispositivos de bronzeamento artificial. Estudos experimentais em animais apoiam essas conclusões e demonstram que a radiação ultravioleta é carcinogênica para os seres humanos”, afirma um comunicado divulgado no site da IARC. “As descobertas reforçam as atuais recomendações da Organização Mundial de Saúde para se evitar a exposição a lâmpadas ultravioletas e câmaras de bronzeamento e se proteger do excesso de exposição ao sol”, acrescenta a nota. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista científica The Lancet.

Antes, a IARC classificava as câmaras de bronzeamento e as lâmpadas ultravioleta como “provavelmente carcinogênicas”. Agora, no entanto, a entidade considera que o uso é “definitivamente carcinogênico”. A advertência coloca o bronzeamento artificial no mesmo nível de risco do tabagismo e da exposição ao amianto.

Distrito Federal
Em Brasília, várias clínicas oferecem o serviço. O Correio entrou em contato com alguns desses estabelecimentos. Os custos das sessões de bronzeamento artificial variam de R$ 20 a R$ 38. As clínicas também disponibilizam pacotes de até 10 sessões para os clientes, a preços promocionais. Enquanto uma cobra R$ 90 por seis sessões, outra vende 10 aplicações por R$ 338. Em uma dessas clínicas, a funcionária alegou ter lido sobre o estudo da IARC. “Eu vi a reportagem, mas não sei te dizer nada”, comentou. Em pelo menos dois dos estabelecimentos, os atendentes garantiram ter o respaldo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “A gente trabalha com o que a Anvisa nos garante que é seguro”, disse a funcionária de uma das clínicas. Questionada se a técnica provoca câncer, ela desconversou: “Não posso te falar que sim ou que não. Se isso for verdade, a Anvisa vai mexer”. (RC)

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