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Estado de Minas

Radiação da usina de Fukushima ainda pode matar até 1,1 mil pessoas


postado em 18/07/2012 08:00

Usina de Fukushima: área de 20 quilômetros ao redor do acidente foi evacuada(foto: Tomohiro Ohsumi/AFP - 26/5/12)
Usina de Fukushima: área de 20 quilômetros ao redor do acidente foi evacuada (foto: Tomohiro Ohsumi/AFP - 26/5/12)


Após 40 anos de operações, a planta nuclear de Fukushima Daiichi virou palco do maior acidente nuclear desde Chernobyl, em 1986. No desastre mais recente, a quantidade de radiação liberada foi 10 vezes menor e o número de óbitos diretos por radiação, nulo. Já o total de mortes diretas por radiação confirmadas em Chernobyl foi de 64, de acordo com as Nações Unidas. Mesmo com proporções menores, pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, estimam que, assim como a usina soviética, a radiação do desastre nuclear japonês ainda poderá causar mortes e doenças relacionadas ao câncer por exposição à radiação liberada.

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Foi usado um modelo atmosférico global 3D, desenvolvido ao longo de 22 anos de pesquisa, para estimar o transporte de material contaminado pelo mundo durante os 50 anos que seguem o desastre. É a primeira estimativa do impacto na saúde mundial do acidente em Fukushima. De acordo com os cálculos feitos por John Ten Hoeve e Mark Jacobson, serão pelo menos 15 e até 1.100 mortes no mundo relacionadas a cânceres causados pela exposição aos elementos radioativos liberados. Os cientistas também chegaram a um número de, no mínimo, 24 e, no máximo, 1.800 pessoas com morbidades relacionadas ao câncer pelo contato com a radioatividade.

Confira o vídeo que mostra uma simulação por computador a partir 12 março de 2011, às 12h GMT, do transporte de césio-137 como material particulado da usina Fukushima Dai-ichi nuclear no Japão.

 

 

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