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Estado de Minas

Pesquisa indica os traumas causados pelo desastre nuclear de Fukushima


postado em 15/08/2012 08:00

Em março do ano passado, um terremoto de magnitude 9 e um tsunami sem precedentes causaram um grave acidente na Usina de Fukushima Daiichi, no Japão. O episódio obrigou mais de 70 mil pessoas a deixarem suas casas para escapar da radiação que vazava da instalação termonuclear. Mais de um ano depois da tragédia, as consequências causadas pela radioatividade na saúde dos que vivenciaram o episódio de perto começam a ser registradas pelo país. Em duas pesquisas publicadas hoje no Journal of the American Medical Association, pesquisadores japoneses listam como o acidente deixou traços de radioatividade na população e afetou o estado psicológico de quem continua trabalhando nas instalações atingidas pelo vazamento nuclear.

Minamisoma, localizada a 22km de Fukushima, foi uma das cidades evacuadas depois do incidente registrado em Fukushima. No entanto, cinco meses depois da medida preventiva, metade dos moradores já haviam voltado às suas casas. Segundo pesquisadores da Universidade de Tóquio, o retorno pode ter sido precoce. “A liberação de material radioativo no ar, na água e no solo aumentou a preocupação de que tenha havido exposição interna à radiação, além do risco de câncer em moradores a longo prazo”, explica o médico Masaharu Tsubokura, no artigo que examinou 24% das pessoas que vivem na cidade à procura de traços de radiação.


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