O distúrbio é um dos principais fatores de risco para graves doenças cardiovasculares. Cerca de 80% das pessoas que passam por um acidente vascular cerebral (AVC) são hipertensas. O histórico prévio de pressão arterial alta também é apontado na metade dos casos de enfarte cardíaco. A Pure analisou a realidade de 17 países, de cinco continentes, que foram divididos em quatro grupos de acordo com a faixa de renda econômica (veja arte). O conjunto do Brasil, considerado de renda alta/média, apresentou o maior índice de ocorrência do mal.
Segundo o cardiologista Álvaro Avezum, do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, unidade ligada à Secretaria de Saúde de São Paulo, os dados da Pure relativos ao grupo em que o Brasil está inserido correspondem perfeitamente à realidade do nosso país. ;Tivemos um nível de hipertensão na nossa região de quase 50%. Isso equivale a dizer que um a cada dois adultos estão com pressão alta. Alarmante é a palavra certa para caracterizar esse número. Especialmente porque o volume daqueles que têm pressão alta, sabem disso, tomam remédio e possuem os níveis controlados é desanimador: apenas 18%;, detalha o médico. Avezum é o representante brasileiro no projeto.