Publicidade

Correio Braziliense SEXUALIDADE MASCULINA

Influenciados por estereótipos, homens costumam relaxar com a saúde sexual

Série de reportagens do Correio mostrará os principais problemas enfrentados por eles da infância à terceira idade


postado em 02/01/2013 08:05 / atualizado em 02/01/2013 13:45

Balduíno (centro) passou a ir ao médico a pedido da mulher. Hoje, faz questão que o filho Américo e o neto Gustavo façam o mesmo(foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
Balduíno (centro) passou a ir ao médico a pedido da mulher. Hoje, faz questão que o filho Américo e o neto Gustavo façam o mesmo (foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)

Ainda bebês, eles recebem os cuidados preciosos das mães. Na infância, aprendem que não podem chorar ao se machucar. A adolescência traz dúvidas sobre a saúde sexual que devem ser solucionadas por conta própria. Na vida adulta, o auge da forma física os deixa despreocupados com o bem-estar do organismo. Ao envelhecer, estão turrões o suficiente para não aceitar conselhos. Diferentemente das mulheres, os homens não veem a consulta médica como rotina, mas como medida emergencial. Agem como se estivesse imune às doenças, consideradas sinais de fragilidade. As consequências são as piores possíveis. A maior incidência de doenças e de taxas de mortalidade está entre eles.

A partir de hoje, o Correio publicará uma série de reportagens com as principais questões que atingem a saúde sexual masculina desde a infância à terceira idade. Questões essas que, por preconceito e estereótipos culturais, são desconhecidas ou ignoradas. “É a fantasia de que nunca vão adoecer, mas, ao mesmo tempo, estão morrendo de medo disso acontecer. Dentro da nossa cultura machista, os homens ficam desprivilegiados quando estão muito adoentados”, avalia o coordenador da área técnica de saúde do homem do Ministério de Saúde, Eduardo Chakora.

De acordo com levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Urologia, em 2012, apenas 49% dos homens disseram ir ao médico para consultas anuais. Os outros afirmaram fazer uma visita a cada dois anos (20%), a cada três anos (12%) ou não ir em momento algum (19%). A resposta para os baixos índices estaria também na forma com que são encarados certos exames, como o toque retal. De acordo com a mesma pesquisa, somente 32% dos homens fizeram o teste em detrimento de 76% que sabem que ele é usado para detectar o câncer de próstata. Entre os mais de mil entrevistados, 77% concordam que o exame não é realizado por preconceito e 54% acreditam que o medo também existe.

Leia mais notícias em Ciência&Saúde

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade