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Correio Braziliense

Piranha-negra da Amazônia tem a mordedura mais potente dos rios e dos mares


postado em 03/01/2013 07:50 / atualizado em 03/01/2013 09:53

O segredo, de acordo com os pesquisadores, está na arquitetura da mandíbula da piranha-negra: músculos fazem com que tenha um efeito de alavanca(foto: Steve Huskey/Divulgação)
O segredo, de acordo com os pesquisadores, está na arquitetura da mandíbula da piranha-negra: músculos fazem com que tenha um efeito de alavanca (foto: Steve Huskey/Divulgação)

Entre os 3 mil dentes organizados em fileiras na boca de um tubarão de 7 metros e uma única fileira de sete dentes em formato de flecha de um peixe de 40 centímetros, parece ser fácil saber qual é o mais poderoso. Mas a ciência mostra que a resposta não é tão simples. A piranha pode ser muito menor que um tubarão ou uma barracuda, mas é a mandíbula do peixe tropical que ganha o prêmio de maior força no mundo animal. Quando se leva em conta a proporção entre peso e força, a piranha tem a mordida mais devastadora, seja entre criaturas vivas ou extintas: os dentes do bicho superam até mesmo a temida boca do tiranossauro rex.

O surpreendente fato foi apontado por um grupo de pesquisadores norte-americanos que vieram em 2010 à Amazônia para medir as mordidas desses peixes. Eles capturaram 15 piranhas-negras no Rio Iriri, afluente do Xingu. “Na verdade, capturar as piranhas não foi tão fácil quanto eu achava. Perdemos muitas devido às linhas quebradas, mesmo usando peças de metal. Então, já podíamos dizer que as piranhas- negras têm mordidas fortes”, descreve Justin Grubich, autor do experimento e pesquisador da Universidade Americana de Cairo, no Egito. O grupo chegou a receber a ajuda de comunidades indígenas para colher os peixes.

A medição foi feita com um aferidor à prova d’água e adaptado, equipado com sensores de carga e velocidade. Os peixes morderam as iscas por conta própria e não tiveram de ser provocados para mostrar a verdadeira força. De acordo com Grubich, as piranhas-negras encontradas na Floresta Amazônica mostraram um comportamento à altura da reputação da espécie. “Assim que colocamos os aferidores de força em suas bocas, elas começavam a mastigar agressivamente, mesmo que fosse basicamente uma placa de metal. Conseguimos ótimos dados, mas tivemos de ser muito cuidadosos para não perder os dedos."

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