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Correio Braziliense

Em busca do autoconhecimento, mulheres recorrem às expressões artísticas


postado em 15/01/2013 07:00 / atualizado em 15/01/2013 09:29

Para Suzana Guerra, a arteterapia permite um autoconhecimento mais
Para Suzana Guerra, a arteterapia permite um autoconhecimento mais "suave", sem as crises de choro da terapia tradicional: "Minha criatividade voltou a ficar mais forte e espontânea" (foto: Daniel Ferreira/CB/D.A Press)

Na mitologia greco-romana, a imagem feminina assume várias formas. Ora é representada por deusas como Afrodite, caracterizada pelo amor e pela beleza; ora é símbolo de força e de poder, como Artemis, a caçadora de todos os deuses. Personagens antagônicos também surgem nas sociedades atuais. Mulheres estão vinculadas à fragilidade e à maternidade, e também à revolucionária independência financeira. Tantos conceitos acabam ameaçando a individualidade e levando muitas delas a buscarem instrumentos que mostrem quem verdadeiramente são. Nesse caminho do autoconhecimento, elas recorrem à pintura, à dança e a outras manifestações artísticas.

Esse é o caso da arteterapeuta Anasha Gelli. Formada em teatro, Anasha primeiro estudou mitologia para se conhecer melhor. Fez curso de arteterapia e resolveu criar um espaço coletivo só para mulheres que tem como enfoque o acolhimento e a troca de conhecimento. O Ateliê para mulheres funciona como uma espécie de ferramenta do autoconhecimento: “Ao proporcionar a redescoberta de um modo próprio de ser, de dançar, de se mover no espaço, de escrever, de pintar, enfim, de se expressar, a arteterapia se torna um caminho de fortalecimento, de autonomia e de reencontro da pessoa com o seu corpo, que passa a ser casa, templo, lugar e, especialmente, fonte de conhecimento”, descreve Anasha no blog do projeto.

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