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Correio Braziliense

Bebês prematuros têm neurônios 'adormecidos'

A descoberta abre a possibilidade para que, por meio de terapias apropriadas, crianças nascidas antes do previsto tenham os prejuízos cognitivos minimizados. Até então, acreditava-se na morte das células nervosas por conta do parto adiantado


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Quando o bebê chega antes da hora, a alegria do nascimento vem acompanhada de medo. Apesar de, nas últimas décadas, ter diminuído o índice de mortalidade de prematuros, essa ainda é a segunda principal causa de óbitos entre crianças, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Para agravar a situação, é comum os pequenos apresentarem problemas de crescimento e de desenvolvimento cognitivo por causas até então desconhecidas. Dois estudos publicados na edição de hoje da revista Science Translational Medicine, contudo, indicam que, com cuidados neonatais apropriados, é possível evitar ou reduzir os danos.

De acordo com Stephen A. Back, autor de um dos artigos e diretor do programa de neurologia pediátrica da Faculdade de Ciência e Saúde de Oregon, sabe-se que prematuros sofrem alterações na substância branca do cérebro, a área fibrosa em que partes do sistema nervoso se conectam. “Esse é o problema mais comum, mas até 50% dos prematuros que sobrevivem apresentam uma grande variedade de distúrbios cognitivos e de aprendizagem, de deficit de atenção e mesmo de dificuldades de interação social. Isso, até agora, é inexplicável e consistente com a ideia de que a substância cinzenta também é atingida”, conta. É na parte acinzentada que se encontram importantes estruturas associadas à cognição e ao aprendizado.



Confira a reportagem completa na edição impressa de hoje

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