Publicidade

Correio Braziliense

Estudo científico mostra que agilidade de Lionel Messi está na mente dele

Jogadores mais experientes conseguem controlar melhor suas reações instintivas, tornando-os menos suscetíveis a cair nos truques dos adversários


postado em 05/02/2013 09:25

Messi em campo: jogadores com mais experiência estão em maior harmonia com as ações e movimentos do oponente do que os novatos(foto: AFP Photo / Pierre-Philippe Marcou)
Messi em campo: jogadores com mais experiência estão em maior harmonia com as ações e movimentos do oponente do que os novatos (foto: AFP Photo / Pierre-Philippe Marcou)
Londres - Um estudo científico indica que o craque argentino do Barcelona Lionel Messi é capaz de dar seus passes e dribles porque seu cérebro é mais ativo do que o de outros jogadores menos dotados. Pesquisadores da universidade britânica de Brunel asseguram que, ao se aproximarem de um rival, os jogadores mais experientes são capazes de ativar mais áreas em seus cérebros do que os jogadores mais inexperientes, o que lhes permite executar movimentos com mais êxito.

De acordo com este estudo publicado no Journal of Sport and Exercise Psychology, os jogadores mais experientes conseguem controlar melhor suas reações instintivas, tornando-os menos suscetíveis a cair nos truques dos adversários. Os pesquisadores analisaram 39 jogadores de futebol, de principiantes a semiprofissionais, que foram submetidos a um exame de ressonância magnética no cérebro quando viam imagens de um jovem jogador correndo para cima deles com a bola.

Leia mais notícias em Ciência&Saúde

Em algumas ocasiões, este jogador virtual tentava um drible e os participantes tinham que decidir que direção tomar para evitar que o adversário os driblassem. Os resultados demonstraram que os jogadores com mais experiência estavam em maior harmonia com as ações e movimentos do oponente do que os novatos. "Nossos dados por neuroimagem mostram claramente uma ativação maior do motor e das estruturas relacionadas ao cérebro nos jogadores de futebol experientes em comparação com os novatos, quando participam de um trabalho de antecipação relacionado ao futebol", explicou Daniel Bishop, um dos autores do estudo.

"Acreditamos que este maior nível de atividade dos neurônios é algo que pode ser desenvolvido através de um treinamento de alta qualidade, e o próximo passo será como treinar o cérebro para se antecipar aos movimentos do rival", acrescentou.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade