postado em 07/03/2013 18:19
São Paulo ; A falta de libido é a principal queixa de 65% das mulheres que procuram ajuda médica no Ambulatório de Sexualidade do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. De acordo com levantamento divulgado nesta quinta-feira (7/3), além da falta de desejo sexual, 23% das mulheres disseram sofrer de anorgasmia (incapacidade de atingir o orgasmo).Segundo a sexóloga coordenadora do ambulatório, Elsa Gay, as causas da falta de líbido são várias. Estão relacionadas, principalmente, ao modo de vida das mulheres. ;Hoje as mulheres desenvolvem vários papéis e, em primeiro lugar, está o papel profissional, papel de mãe, de irmã, e de tia. E o papel de amante é o último no plano de prioridade. O que a gente vê é que falta investimento nas relações;, diz a Elsa.
A sexóloga aponta outros fatores que podem afetar a libido: estresse, cirurgias, conflitos no relacionamento, a monotonia conjugal, e a síndrome da porta giratória ; quando um filho volta a morar em casa e passa a atrapalhar a dinâmica do casal.
;As mulheres que nos procuram acham que existe uma droga mágica, que nós vamos dar um medicamento e elas, de repente, vão começar a ter vontade de se relacionar. O que nós oferecemos a estas mulheres é ela se transformar;, destaca.
No ambulatório do hospital as pacientes podem se submeter a uma terapia comportamental em grupo. O tratamento leva oito semanas e os resultados dependem de como a mulher lida com a sexualidade, com o desejo, o medo, com o corpo e com as fantasias. Segundo a sexóloga, durante o tratamento, a mulher aprende a investir nos relacionamentos e a trabalhar a sexualidade.
;Uma vez que ela passe a conhecer os pontos nos quais tem uma sensação mais prazerosa, ela vai saber comunicar a seu parceiro e poder negociar. E não fazer sexo por obrigação;, ressalta.