Jornal Correio Braziliense

Ciência e Saúde

Estudados há 24 anos, exoplanetas ainda despertam curiosidade de cientistas

Desde 1989, os cientistas descobriram centenas de planetas fora do Sistema Solar. O maior desafio, contudo, é encontrar maneiras mais precisas de afirmar quais podem abrigar alguma forma de vida

Desde que começaram a ser identificados, em 1989, os exoplanetas ; aqueles que orbitam uma estrela que não seja o Sol ; se tornaram alvo do interesse de cientistas e do público leigo. Saber da existência desses corpos estimulou ainda mais a humanidade a buscar a resposta para uma antiga pergunta: há vida em outra parte do Universo? Desde então, as técnicas de busca por esses objetos foram aprimoradas a ponto de os astrônomos já terem identificado cerca de 880 deles e estimarem que eles existem ao bilhões. Contudo, dizer se há seres habitando esses mundos distantes é uma tarefa mais complexa, ainda muito debatida pelos especialistas. Duas semanas depois de pesquisadores anunciarem a identificação dos dois planetas ;mais parecidos com a Terra encontrados até agora; ; o Kepler-62e e o Kepler-62f (veja quadro) ;, a resista Science apresenta dois artigos que discutem o que já se sabe sobre esses astros e quais as novidades na área.



O autor de um dos trabalhos, Andrew Howard, astrônomo e professor da Universidade do Havaí, destaca que eles sempre serão uma esperança na busca de locais que poderiam ser habitados. E acrescenta que, até agora, mostraram que a forma como os corpos se organizam no Cosmos é muito variada. ;A Terra não é o centro do Universo, e o Sistema Solar não fornece um modelo universal para arquiteturas de sistemas planetários. A diversidade de características dos exoplanetas demonstra que a maioria das particularidades do Sistema Solar seriam o resultado de um contínuo de possibilidades;, ressalta no trabalho.