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Estado de Minas

Mudanças climáticas ajudaram a alterar sabor e textura de frutas no Japão

Para os autores da pesquisa, a principal causa seriam as mudanças climáticas


postado em 04/09/2013 06:20 / atualizado em 04/09/2013 10:29

Produtor colhe fruta: calor antecipa florescimento das plantas(foto: Sajjad Hussain/AFP)
Produtor colhe fruta: calor antecipa florescimento das plantas (foto: Sajjad Hussain/AFP)

“Quem gosta de maçã irá gostar de todas, porque todas são iguais”, canta Raul Seixas na música batizada com o nome da fruta, lançada no disco Novo Aeon de 1975. Contudo, se estivesse vivo, o roqueiro baiano poderia ter uma surpresa ao morder as espécies do século 21. Estudo publicado recentemente na revista especializada Scientific Reports por pesquisadores japoneses fornece evidências de que, entre 1970 e 2010, as maçãs mudaram de gosto e de textura. E a causa dessa alteração, imaginam os autores, são as mudanças climáticas.

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Para realizar o trabalho, Toshihiko Sugiura, pesquisador da Organização Nacional de Pesquisa em Agricultura e Alimentos, em Fujimoto, analisou quatro décadas de registros de dois pomares no Japão. Segundo ele, com o passar do tempo, o florescimento das plantas passou a ocorrer mais cedo, e os frutos passaram a crescer sob temperaturas mais elevadas. O pesquisador considera os resultados importantes porque se trata de um dos alimentos mais consumidos em todo o mundo — cerca de 60 milhões de toneladas de maçã são produzidas anualmente. “Se você pudesse comer uma maçã colhida 30 anos antes e uma colhida recentemente, uma após a outra, você realmente sentiria a diferença”, garante.

Os pomares utilizados no estudo produziram maçãs do tipo fuji e tsugaru. De acordo com Sugiura, as temperaturas mais quentes, decorrentes do aquecimento global, também estão afetando a fenologia de muitas outras espécies de macieiras. “Por isso é importante investigar se o aquecimento está alterando atributos texturais nas maçãs frescas, afinal, essas qualidades são importantes para a manutenção dos alimentos e para o consumidor também”, justifica. Ele lembra que efeitos semelhantes do aquecimento global já foram observados em outros produtos, como cereais e vinhos.

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