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Estado de Minas

Estudo diz que ancestrais do homem eram da mesma espécie do Homo erectus

Segundo cientistas, hominídeos considerados ramos evolutivos da árvore da vida, como Homo habilis e Homo rudolfensis, são, na verdade, representantes de uma única espécie, a do Homo erectus


postado em 18/10/2013 06:05 / atualizado em 17/10/2013 23:05

O crânio encontrado e a provável aparência do D4500: para os autores do estudo, uma só espécie de hominídeo habitava a África há 2 milhões de anos(foto: J.H. Matternes/Divulgação)
O crânio encontrado e a provável aparência do D4500: para os autores do estudo, uma só espécie de hominídeo habitava a África há 2 milhões de anos (foto: J.H. Matternes/Divulgação)

 

Escrita basicamente em cima da fé, a história da humanidade ganhou um roteiro completamente diferente no século 19, quando as teorias criacionistas começaram a ser contestadas pela descoberta de fósseis de ancestrais do homem moderno. Desde então, acrescentaram-se muitos capítulos ao livro da evolução: cada esqueleto milenar escavado na África e na Eurásia tem sido apresentado como uma diferente espécie antecessora do Homo sapiens. Agora, porém, um grupo de cientistas acredita que essa narrativa vai sofrer outra reviravolta.

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Baseados na descoberta de um crânio na cidade caucasiana de Dmanisi, na Geórgia, eles afirmam, na capa da edição desta semana da revista Science, que há personagens de sobra na história. Segundo a equipe, hominídeos considerados ramos evolutivos da árvore da vida, como Homo habilis e Homo rudolfensis, são, na verdade, representantes de uma única espécie, a do Homo erectus. Esse último viveu entre 1,6 milhão e 100 mil anos atrás na África e na Ásia, controlava o fogo e usava ferramentas, sendo o primeiro a sair do continente africano e a se aventurar para a região onde hoje fica a Ásia. Do rudolfense pouco se sabe, devido à falta de fósseis bem preservados. Já o habilis é, até agora, considerado o mais antigo ancestral direto do Homo sapiens. Ele viveu antes do erectus e manteve-se apenas dentro da África.

O novo estudo contesta a classificação, passando a considerar todos os fósseis dessa idade como indivíduos da espécie Homo erectus. Dessa forma, as teorias migratórias são também colocadas em dúvida, já que o habilis teria, sim, tomado o rumo do continente asiático. A pesquisa, contudo, não põe em xeque a evolução: o homem moderno e os macacos continuam sendo subproduto de um ancestral comum. O erectus, inclusive, tinha um cérebro mais parecido com o de um gorila do que de com o de uma pessoa. O do exemplar escavado na Geórgia tinha pouco mais de 500cm³ de volume.


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