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Estado de Minas

Busca pelo corpo ideal prejudica a saúde e pode levar à morte

Aumenta o uso de substâncias como anabolizantes, suplementos e termogênicos. Nos consultórios médicos, no entanto, pacientes tentam sanar problemas no fígado, nos rins e nos músculos


postado em 16/12/2013 06:10

Belo Horizonte — A ditadura do corpo perfeito, pregada a ferro e fogo pela sociedade, tem se transformado em armadilha para aqueles que acreditam que a felicidade está em músculos grandes e em corpos magros e sem gordura. Em busca da beleza escultural, homens e mulheres ingerem e injetam substâncias aparentemente capazes de fazer milagres. Por um lado, deixam o corpo bonito, forte e, aparentemente saudável em pouco tempo. Em contrapartida, esses produtos cobram um preço alto: têm o efeito de um tsunami no organismo, causando doenças graves e, em alguns casos, até a morte. Preocupados com o cenário que já se tornou uma obsessão global, muitos especialistas dizem tentar convencer as pessoas sobre os riscos que elas correm. O esforço, segundo contam, tem sido em vão, principalmente entre os jovens que buscam essa fórmula da beleza a qualquer custo.

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Recentemente, o Brasil se chocou com o relato que a ex-BBB Maria Melilo fez sobre seu estado de saúde. No mês passado, a jovem, que acabou de completar 30 anos, precisou retirar quase 70% do fígado por causa de um câncer. Em entrevistas, após a cirurgia, ela admitiu ter usado anabolizantes durante 10 anos. No início do ano, o cantor baiano Netinho foi internado em estado grave com forte dor abdominal, em razão de uma hemorragia no fígado. De acordo com médicos, tudo leva a crer que seu quadro tenha sido provocado pelo uso de anabolizantes. “As pessoas estão cada vez mais apostando que a felicidade está no físico e no culto ao corpo. Há uma necessidade muito grande de cuidar da casca, e elas acabam se tornando dependentes de substâncias, que podem se transformar em um verdadeiro veneno”, alerta a especialista em nutrição clínica e alimentação detox Juliana Nakabayashi.

Segundo o cardiologista e médico do esporte do Minas Tênis Clube e do Clube Atlético Mineiro, Haroldo Christo Aleixo, são frequentes os casos de internação grave devido ao uso dessas substâncias. Recentemente, vários jovens foram hospitalizados em Belo Horizonte, conforme destaca Haroldo. “Quando você vê essas pessoas, estão bonitas por fora. Porém, perderam o limite e o medo. Usam estimulantes, anabolizantes e medicações perigosas”, alerta o médico, preocupado com a proporção que a situação tem tomado. “Os usuários já sabem que sofrerão efeitos colaterais, como calvície ou acne. Quando os efeitos demoram a aparecer, eles pensam que os anabolizantes não estão funcionando. Daí, aumentam a dose”, lamenta.

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