Publicidade

Estado de Minas

Estudo mostra que história de Chapeuzinho Vermelho surgiu no século 1

Estudo coordenado por antropólogo do Reino Unido aponta que o famoso conto infantil originou-se da história "O lobo e as crianças",do Oriente Médio


postado em 12/01/2014 08:00

(foto: Juliana Bollini/Reprodução)
(foto: Juliana Bollini/Reprodução)


Um crime bárbaro envolvendo uma criança e uma idosa chocou moradores de uma pequena comunidade do interior. No local da tragédia — uma modesta cabana na terceira curva da floresta—, foi encontrada a carcaça do suspeito, o Lobo Mau. Testemunhas afirmam que o bandido primeiro devorou a proprietária da residência, conhecida como Vovozinha e, depois, a neta. A jovem foi enganada pelo animal, que se disfarçou com as roupas da velha senhora. Felizmente, a menina, identificada apenas como Chapeuzinho Vermelho, foi salva por um lenhador, que abriu a barriga do criminoso ainda vivo para resgatá-la. Autoridades locais alertam sobre os riscos de crianças percorrem caminhos desconhecidos sozinhas.

O enredo de algumas histórias, como a de “Chapeuzinho Vermelho”, é tão marcante que poucas palavras bastam para que o conto volte à memória. O curioso é que, além de sobreviverem à passagem do tempo, essas mesmas histórias são contadas por povos e gerações de países diferentes. Inspirados pelos irmãos Jacob e Wilhelm Grimm, que resgataram a tradição oral para escrever Os contos da infância e do lar (1812-1814), uma nova geração de pesquisadores se aventurou fora das bibliotecas e foi à procura de mais proezas sobre animais mágicos e heróis incansáveis. Uma das descobertas mais interessantes foi a recorrência dessas tramas tradicionais em culturas distantes e diferentes.

Na pesquisa, os autores do trabalho, publicado recentemente na revista Plos One, descobriram, por exemplo, que variações da Chapeuzinho, do Lobo e da Vovó aparecem em contos europeus, asiáticos e africanos, cada um registrado de acordo com cada cultura (veja quadro). Como explicar que o infortúnio da jovem de capuz, ouvido em 1950 por uma criança na França, possa ter sido contado para outra 200 anos antes na Ásia?

A matéria completa está disponível aqui, para assinantes. Para assinar, clique aqui.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade