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Estado de Minas

Dor persistente e generalizada pode indicar a ocorrência da fibromialgia

A doença afeta o tecido muscular, porém, não tem uma explicação científica e pode levar anos até ser diagnosticada. O problema é mais comum entre as mulheres


postado em 12/02/2014 07:10 / atualizado em 12/02/2014 10:49

(foto: istock photo)
(foto: istock photo)
Belo Horizonte — Dor generalizada por todo o corpo durante no mínimo três meses, acompanhada de fadiga, ansiedade, depressão, dificuldade para dormir e até alterações intestinais. Durante vários anos, o desconhecimento sobre a fibromialgia levou os pacientes acometidos por esses sintomas a serem tachados de dramáticos ou estressados, evoluindo para um diagnóstico de transtornos emocionais, como a depressão. Mas, mesmo com o reconhecimento da doença considerada crônica e a realização intensa de pesquisas sobre o assunto, a pessoa pode esperar até três anos para descobrir a razão das dores persistentes e difundidas pelo tecido muscular. O fato de o reumatologista — médico dedicado aos estudos e ao tratamento da enfermidade — ser procurado apenas depois de o paciente ter sido atendido por pelo menos três outros médicos de áreas distintas está entre os motivos para a morosidade na identificação da patologia.

Sem qualquer exame que seja capaz de detectar a fibromialgia, o diagnóstico é essencialmente clínico, baseado em critérios classificatórios pontuados pelo Colégio Americano de Reumatologia. Entre eles, a presença de dor difusa e generalizada por mais de três meses. “Dentro do corpo, existe um sistema de controle de dor. No caso dos fibromiálgicos, esse sistema sofre uma falha, por isso a doença é conhecida como síndrome de amplificação dolorosa”, explica o reumatologista Marcelo Cruz Rezende, coordenador da Comissão de Dor, Fibromialgia e Outras Síndromes Dolorosas de Partes Moles da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR).

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A dor passa, então, a ocorrer de forma mais intensa nessas pessoas. Uma das justificativas para esse descontrole estaria nas alterações dos níveis de neurotransmissores no cérebro — como serotonina e noradrenalina —, substâncias químicas produzidas pelos neurônios e responsáveis por transportar as informações entre as células. “Há distúrbios associados também ao funcionamento da bomba de cálcio”, acrescenta Marcelo.

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