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Estado de Minas

Pesquisadores do Canadá indicam cuidados e prevenção contra o resfriado

Pela falta de comprovação científica, a ingestão de vitamina C não faz parte da lista


postado em 18/02/2014 06:05 / atualizado em 18/02/2014 12:59

Crianças e adultos são surpreendidos por ela a qualquer hora. Após um banho de chuva ou o contato com um colega do escritório ou da escola infectado, surge a gripe, carregada por uma infinidade de incômodos. Rotineiro, o resfriado tem uma lista também ampla de cuidados para preveni-lo e tratá-lo. Muitos ineficientes, alertam cientistas do Canadá. O grupo analisou os mais adotados e identificou as precauções indicadas e não indicadas no Canadian Medical Association Journal (CMAJ). A lista evita o investimento em terapias erradas e que uma doença comum se agrave, gerando enfermidades mais graves, como a pneumonia.


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“Embora autolimitado, o resfriado comum é altamente prevalente e pode ser debilitante. Isso faz com que haja declínio em função de produtividade no trabalho, o que pode afetar outras atividades, como dirigir”, justifica Michael Allan, um dos autores do trabalho e integrante do Departamento de Medicina de Família da Universidade de Alberta em Edmonton, em um comunicado à imprensa. Dor de garganta, tosse e mal-estar, que podem durar até três semanas, estão entre os contratempos que podem agravar a situação dos pacientes.

Algumas das estratégias abordadas por Allan e seus colegas já são conhecidas popularmente, como manter as mãos limpas. Uma revisão feita em 67 ensaios clínicos mostrou que a limpeza com álcool é eficaz, assim como o uso de probióticos. Entre as novas propostas, os cientistas indicam o uso do zinco. Resultados de dois estudos apontam que as crianças que tomaram 10mg ou 15 mg de sulfato de zinco por dia apresentaram menores taxas de gripes e menos ausências da escola devido a resfriados.

Outro ponto abordado é o uso de anti-histamínicos combinados com descongestionantes e/ou medicamentos para a dor, que, de acordo com o trabalho, parece ser pouco eficaz no tratamento de resfriados em crianças mais velhas — mas não em crianças menores de 5 anos e adultos. Allan explica que o trabalho se baseou em ensaios gerais. “Estamos focados em ensaios clínicos randomizados (prospectivos) e em revisões sistemáticas e meta-análises de ensaios clínicos randomizados para a terapêutica, mas poucos dos estudos tinham um baixo risco de viés”, detalha o pesquisador.

Segundo Allan, muitos resultados foram inconsistentes e tiveram pequenos efeitos. Ela cita como exemplo a vitamina C, que levantou “suspeita de que o benefício obtido pode representar viés em vez de um verdadeiro efeito.” Os autores acreditam que o trabalho ajuda a esclarecer muitas dúvidas que existiam nessa área de tratamento, mas que ainda existem mais mistérios a serem desvendados. “Agora, há muito mais evidências nessa área, mas muitas incertezas permanecem sobre intervenções para prevenir e tratar o resfriado comum”, avalia Allan.


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