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Estado de Minas

Dados colhidos em seis anos de pesquisa da Lua se transformarão em livro

O brasileiro Ricardo Tolentino é referência internacional no estudo do satélite natural, tendo sido responsável pela descoberta de cinco crateras fantasmas


postado em 03/03/2014 08:11 / atualizado em 04/03/2014 09:32

(foto: Andy Strappazzon/Divulgação)
(foto: Andy Strappazzon/Divulgação)
Belo Horizonte - Para os apaixonados, ela é sinônimo de romantismo. Inspiração para versos e melodias de poetas e trovadores. Basta olhar o céu à noite para se encantar com seu esplendor. Corpo celeste que mais fascínio exerce sobre as pessoas, a Lua é esmiuçada desde 2008 pelo engenheiro civil Ricardo José Vaz Tolentino, diretor-geral da Faculdade de Ciências Empresariais da Universidade Fumec, em Belo Horizonte. Ele é um selenógrafo, nome dado aos que se dedicam ao estudo do satélite natural. O resultado de anos de pesquisa está no livro Lua, gigante cósmico, que ele finaliza. “Depois de 50 anos, será o primeiro livro científico brasileiro lançado sobre a Lua”, diz.

Considerado um dos maiores especialistas brasileiros no tema, Tolentino é responsável pela identificação de cinco crateras fantasmas, depressões causadas por impactos de asteroides e cometas que se tornam praticamente imperceptíveis por estarem submersos em lava. Coube também a ele fotografar uma cratera cujo contorno lembra o mapa do Brasil. Os feitos tiveram repercussão internacional entre os estudiosos e os interessados em Jaci, como os índios tupi-guarani se referem à Lua.

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Mesmo com a chegada do homem ao solo lunar, em 20 de julho de 1969, com a missão Apollo 11, e com o envio de sondas para explorá-lo, nos últimos 45 anos, a selenografia apresenta descobertas que ajudam cientistas em avanços importantes na compreensão do corpo celeste. “A combinação da rotação (em torno do próprio eixo), revolução (em torno da Terra) e libração (pequenas oscilações ou balanços verticais e horizontais) faz com que o aspecto visual da Lua nunca se repita. Por causa da dinâmica entre luz e sombra, o movimento de libração nos permite enxergar até 9% além da face visível do satélite”, diz.

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