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Estado de Minas

Operação na artéria do rim mostra resultados no controle da hipertensão

Estudo recente questiona a real eficácia do procedimento


postado em 02/04/2014 06:45 / atualizado em 01/04/2014 21:56

Belo Horizonte – Silenciosa e com consequências profundas para o organismo, a hipertensão acomete mais de 30 milhões de brasileiros, número que pode superar os 40 milhões se considerados aqueles que têm a enfermidade sem saber. Desses, entre 10% e 15% se enquadram na forma mais grave da doença, a chamada hipertensão severa. “São casos em que a pessoa precisa tomar três ou mais medicamentos”, explica Marcus Bolivar Malachias, professor da Faculdade de Ciências Médicas de Belo Horizonte e coordenador da campanha “Eu sou 12 por 8”, da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Mesmo com a associação de diferentes fármacos, inclusive diuréticos, a pressão ainda permanece em patamares elevados, o que coloca em risco o bem-estar e a saúde do paciente.

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Lourdes precisa tomar cinco medicamentos diariamente para manter a pressão sob controle(foto: Euler Júnior/EM/D.A Press)
Lourdes precisa tomar cinco medicamentos diariamente para manter a pressão sob controle (foto: Euler Júnior/EM/D.A Press)


Desde 2011, a indústria de equipamentos médicos e a comunidade científica mundial se debruçam sobre um novo tratamento que promete trazer alívio para a parcela da população mais penalizada pela hipertensão. A denervação renal com cateter dedicado (veja procedimento completo no quadro ao lado) é um procedimento minimamente invasivo que tem como meta bloquear os estímulos do sistema nervoso simpático sobre o rim, um dos responsáveis pela regulação dos níveis de pressão arterial.

De forma equivocada, o cérebro avalia que a pressão está baixa e manda comandos para que o rim comece a atuar. “Um dos mecanismos utilizados pelo órgão para aumentar a pressão é a retenção de sal e água. Outro seria a produção de uma substância que causa vasoconstrição, ou seja, o estreitamento das artérias”, explica Alexandre do Canto Zago, médico cardiologista do Hospital Mãe de Deus e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O erro de comunicação justifica a alta descontrolada dos índices pressóricos.

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