Belo Horizonte ; Ao menos 20 espécies podem desaparecer da fauna marinha brasileira nos próximos anos, e outras 35 correm risco de sofrer drástico declínio populacional, vítimas de pesca ilegal, poluição, turismo mal conduzido, ocupação irregular e outras interferências que colocam em perigo um dos ecossistemas mais ricos da costa oceânica do país: os corais. As espécies vivem em recifes que vão do litoral do Maranhão ao de Santa Catarina, passando por regiões de alto atrativo turístico, como Fernando de Noronha (PE), Abrolhos (BA), Cabo Frio e Paraty (RJ).
[SAIBAMAIS]Na atual lista oficial de espécies ameaçadas de extinção no Brasil, elaborada em 2005, foram identificadas 20 que habitam os corais e que dependem desses ambientes para procriar e sobreviver. Entre elas, estão seis tipos de estrela-do-mar e peixes como o canário-do-mar, o grama, a donzela-de-são-pedro, o góbio-neón e o peixe-borboleta-de-são-pedro, que colorem o mar e transformam os corais em um paraíso para mergulhadores.
Também vivem nesses ambientes, principalmente em regiões mais profundas, o tubarão-limão e o tubarão-lixa, esse último uma espécie mais amistosa e dócil. Há ainda pequenos invertebrados, como o ouriço-satélite, o verme-de-fogo, o pepino-do-mar, a anêmona-gigante e a orelha-de-elefante.
No entanto, os corais vêm recebendo, nas últimas décadas, diversas pressões, como aquecimento global ; que eleva a temperatura da água e diminui o pH, deixando o oceano mais ácido ;; mineração; sedimentação e poluição em razão da drenagem das bacias hidrográficas das regiões costeiras; ocupação e uso inadequado da zona costeira, resultado da expansão imobiliária; e turismo.
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