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Estado de Minas

Intolerância à frutose causa distúrbios intestinais e até o aumento do peso

O diagnóstico do problema pode ser feito por um exame de sopro


postado em 16/06/2014 06:50 / atualizado em 16/06/2014 08:22

Belo Horizonte — Sempre apontadas como grandes aliadas da alimentação saudável, as frutas começam a ter os efeitos revisados por especialistas e, em alguns casos, já surgem como vilãs do bem-estar. Isso porque podem gerar problemas para o intestino e atrapalhar, inclusive, processos de emagrecimento. A raiz do problema está na intolerância do organismo de algumas pessoas à frutose, mal que nem sempre é detectado com facilidade. Mesmo seguindo uma dieta considerada equilibrada, o paciente passa a conviver com dores abdominais, diarreias e outros sintomas característicos da intolerância alimentar e nem sequer suspeita que os desconfortos são causados pelas frutas.

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O dentista Ricardo Leão, 58 anos, levou duas décadas para encontrar esse diagnóstico. Sempre atento com a própria alimentação, ele consumia frutas e legumes certo de que estava fazendo o melhor para a saúde. Mas, há 20 anos, passou a sentir cólicas e a ter diarreias. “Fiz exames para intolerância ao glúten e à lactose, passei por colonoscopia e até tive um diagnóstico para síndrome do intestino irritado. Mas isso era subjetivo demais e nada resolvia. Foi quando uma homeopata desconfiou da frutose”, relata. A frutose é um monossacarídeo (açúcar simples) usado pelo corpo para produzir energia. Está presente em muitos alimentos, mas as frutas e o mel são as principais fontes.

Segundo explica a gastroenterologista especialista em doenças funcionais Vera Lúcia Ângelo Andrade, há no organismo um receptor para a frutose que se chama Glut-5, responsável em fazer com que o intestino absorva o açúcar que recebe. “É como se fosse uma porta de entrada para ele. Porém, com o passar dos anos, esse receptor pode ser perdido e não funcionar 100%”, explica. A frutose é absorvida pelo intestino e transportada pelo Glut-5 até cair na circulação sanguínea e seguir para ser metabolizada no fígado.

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