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Estado de Minas

Consumo de substâncias psicoativas acompanha a humanidade, diz pesquisa

Na pré-história e na antiguidade, porém, o uso era regulado por práticas religiosas


postado em 29/06/2014 07:11 / atualizado em 28/06/2014 22:31

Europa, 500 a.C. Depois de um sepultamento, homens lavam suas cabeças e cobrem-se com tapetes de lã. Então, cavam um buraco e depositam ali algumas pedras quentes, sobre as quais são lançadas sementes de cannabis. Surge uma densa fumaça, que serve para alegrá-los e limpar seus corpos, já que esse povo não costuma banhar-se com água.

A descrição, feita pelo historiador grego Heródoto, é um dos testemunhos mais antigos de que o uso de substâncias psicoativas acompanha há muito tempo a humanidade. A confirmação vem também em traços de bebidas e restos de plantas encontrados em sítios arqueológicos da Europa e da Ásia. As evidências mostram que o hábito existia até mesmo entre os neandertais, espécie extinta há quase 30 mil anos e que conviveu com o homem moderno.

O consumo, porém, parecia bem regulado, estando relacionado com práticas religiosas. “Longe de serem consumidas para fins hedonistas, essas plantas e bebidas alcoólicas tiveram um papel sagrado entre sociedades pré-históricas”, afirma Elisa Guerra-Doce, da Universidade de Valladolid, na Espanha. É dela um artigo publicado recentemente no Journal of Archaeological Method and Theory sobre as origens da busca humana por inebriação e entorpecimento.

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