Fatores de risco, como a própria gravidez, o número de gestações, a obesidade, a menopausa e até questões genéticas, podem explicar a perda de resistência e força desses músculos. ;O aumento da pressão abdominal causada pelo bebê, o sobrepeso e as alterações hormonais da menopausa são algumas das situações que explicam esse enfraquecimento;, reconhece Baracho. A disfunção pode ser notada a partir da liberação involuntária de urina, gases e fezes. ;Há também a ocorrência dos chamados prolapsos genitais, quando se dá a queda, por exemplo, da bexiga e do útero;, afirma a ginecologista e cirurgiã Alessandra Cerávolo de Oliveira.
A prevenção deve começar o quanto antes, de preferência no início da vida sexual e antes do primeiro filho. ;As pessoas deveriam cuidar dessa musculatura a vida toda, como precisa ser feito com qualquer músculo do corpo. Isso é importante para manter a contenção e o funcionamento adequado dos órgãos pélvicos;, alerta Alessandra. A dona de casa Karen Oliveira Aun, 32 anos, reconhece que só se deu conta da relevância dessa musculatura meses antes de parir o segundo filho. ;Busquei um acompanhamento para o parto humanizado no Instituto Nascer e fui alertada pelas especialistas sobre a necessidade de fazer exercícios específicos para evitar complicações futuras;, afirma.
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