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Estado de Minas

Tuberculose, Aids e malária matam menos, mas é preciso manter a vigilância

Pesquisadores atestam que, de uma forma geral, os países bateram meta estabelecida em 2000 para a redução das três infecções


postado em 22/07/2014 07:15 / atualizado em 21/07/2014 21:44

Quando 189 países do mundo (hoje são 193) se reuniram em 2000 e decidiram concentrar esforços para a redução da pobreza e a melhoria da saúde global, os objetivos eram audaciosos. Entre as oito metas estabelecidas, a sexta (MDG-6) está voltada exclusivamente para o combate ao HIV, à malária e à tuberculose. Até 2015, as nações se comprometeram a frear e reverter a propagação do vírus da Aids e a incidência das outras duas doenças. Os efeitos da assinatura desse documentação puderam ser observados imediatamente, com aumentos substanciais no financiamento da saúde tanto por parte dos doadores tradicionais quanto por fontes de financiamento inovadoras. Como consequência: a ampliação das intervenções preventivas e de salvamento. Os resultados advindos desses estímulos começam a ser divulgados hoje, há poucos meses do prazo final, em edição especial da revista científica Lancet e na apresentação na Conferência Internacional de Aids 2014, iniciada no último domingo, na Austrália.

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Os dados foram agrupados por um time de pesquisadores internacionais responsáveis pelo Estudo de Carga Global das Doenças (GBD-2013). Esse é considerado o maior esforço já realizado para descrever profunda e amplamente a distribuição de uma série de enfermidades, lesões e fatores de risco. E, de acordo com a publicação, as taxas são bastante animadoras. Atualmente, menos pessoas morrem das três doenças infecciosas. O número de novas infecções pelo HIV caiu quase um terço do que foi considerado o pico epidêmico. Em 1997, a incidência global do vírus atingiu o seu máximo, com 2,8 milhões de novas infecções e, desde então, diminuiu cerca de 2,7% ao ano. As mortes de crianças por malária na África Subsaariana, por sua vez, caíram 31,5% entre 2000 e 2013, período em que os óbitos devido à tuberculose sofreram diminuição de 3,7%.

Na opinião do professor da Universidade de Melbourne e cofundador do GBD, Alan Lopez, as três doenças correspondem às principais causas de perda de saúde nos países pobres e devem ser o foco principal da ação da saúde global concertada. “Sem isso, corremos o risco de estagnação ou, pior ainda, de reversão inescrupulosa de ganhos recentes”. De acordo com o documento, o HIV tornou-se uma doença com a qual as pessoas vivem e não da qual morrem. Essa conclusão pode ser tirada dos mais de 20 milhões de anos de vida salvos durante a última década por meio de programas assistenciais.

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