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Estado de Minas

Cientistas descobrem um vínculo entre autismo e à pré-eclâmpsia

A privação de oxigênio durante a gestação pode estar vinculada ao fenômeno


postado em 10/12/2014 10:42 / atualizado em 10/12/2014 10:46

Problema que acomete 5% das grávidas, a pré-eclâmpsia — aumento da pressão arterial acompanhado da perda de proteínas pela urina — comprovadamente dificulta os primeiros dias de vida dos bebês. A estimativa é de que filhos de mulheres que sofrem com essa complicação tenham de quatro a cinco vezes mais chance de nascer com peso abaixo do normal. Um estudo divulgado, nesta semana, no jornal Jama Pediatrics, da Associação Médica Americana, sinaliza que os comprometimentos podem ir além. Cientistas do Instituto MIND UC Davis, nos Estados Unidos, detectaram uma relação entre a pré-eclâmpsia e o autismo. Segundo eles, filhos gerados em condições de pressão arterial anormais são duas vezes mais propensos a ter o transtorno.

“Nós encontramos associações significativas entre pré-eclâmpsia e autismo, e que aumentaram com a gravidade (do problema gestacional). Também observamos uma ligação forte entre pré-eclâmpsia grave e atraso no desenvolvimento”, disse Cheryl Walker, principal autora do estudo e professora do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Universidade da Califórnia em Davis.

O estudo foi realizado com mais de 1.000 crianças, do sexo masculino e feminino e idade entre 2 e 3 anos. Todas as mães dos participantes tinham sofrido pré-eclâmpsia. Ao analisar os dados clínicos dos pequenos, os cientistas constataram que um pouco mais da metade deles era autista, quase 200 apresentavam atraso de desenvolvimento cognitivo e 350 se desenvolviam normalmente. Mulheres que tiveram filhos com autismo ou atraso cognitivo também enfrentaram mais problemas como insuficiência placentária e/ou pré-eclâmpsia grave durante a gravidez.
 
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