Ciência e Saúde

Cientistas descobrem que pássaros são capazes de entender analogias

Estudo com gralhas-cinzentas, da mesma família dos corvos, mostra que esses animais conseguem fazer relações abstratas entre figuras e cores. Até então, acreditava-se que apenas homens e outros primatas tinham essa habilidade

Roberta Machado
postado em 24/12/2014 06:03
Durante o experimento, pássaros conseguiram descobrir onde estava escondido o alimento depois de relacionar as figuras nas cartas

Os macacos acabam de ganhar um forte oponente na disputa entre os mais inteligentes do mundo animal: as gralhas. Os pássaros da mesma família dos corvos já eram conhecidos por terem uma esperteza acima da média, mas, agora, cientistas confirmaram que o bicho está no seleto grupo de espécies capazes de fazer analogias, uma habilidade que só havia sido comprovada em humanos e nos seus parentes símios. A conclusão é resultado de um estudo feito com essas aves por russos e norte-americanos e publicado na revista especializada Current Biology.

[SAIBAMAIS]O raciocínio por analogia é muito utilizado na resolução de problemas. Ele consiste em fazer relações lógicas entre elementos como figuras, letras, palavras e números. Essa habilidade pode ser medida com alguns testes. Por exemplo, o conjunto AB se relaciona mais adequadamente com as opções CD ou E2? A resposta certa seria CD, pois se trata de duas letras, como AB.

Antes de terem essa habilidade testada, duas gralhas-cinzentas (Corvus cornix) receberam aulas de como reconhecer diferentes formas geométricas. Na gaiola onde ficavam, eram colocadas três cartas. Uma delas ficava no centro e servia de referência. As outras, à esquerda e à direita, encobriam potes, dos quais só um continha alimento. Os animais foram treinados para saber que, se a carta do meio tivesse a figura de um quadrado, a comida seria encontrada no recipiente encoberto pela carta que também mostrava essa figura.

O treinamento ajudou os bichos a compreenderem melhor formas, cores e quantidades de figuras ilustradas em desenhos, e a comparar essas características em ilustrações distintas. Esse conhecimento era necessário para a segunda e mais importante parte do estudo, que desafiou as gralhas com relações menos óbvias entre as cartas ilustradas.

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