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Estado de Minas

Pesquisa mostra que se livrar do sedentarismo é mais a fácil a dois

Casais contam que é mais fácil mudar hábitos quando têm companhia


postado em 08/02/2015 08:03 / atualizado em 07/02/2015 19:10

Depois que se casaram, Caroline e Henrique passaram a praticar ainda mais exercícios físicos. Juntos, apaixonaram-se pelo crossfit
Depois que se casaram, Caroline e Henrique passaram a praticar ainda mais exercícios físicos. Juntos, apaixonaram-se pelo crossfit
Nem só, nem mal acompanhado. O segredo para garantir o sucesso naquelas metas complicadas é contar com a ajuda de uma das melhores companhias: a sua cara-metade. Seja escolher parar de fumar, seja emagrecer, seja se movimentar, quando a proposta é adquirir hábitos saudáveis, o apoio do(a) parceiro(a) é fundamental. As conclusões já reconhecidas popularmente — a namorada de dieta não reclama da caixa de bombons injustamente — ganham bases científicas. Mais um motivo para convencer o outro por um pacto contra o próximo trago ou para proibir a entrada do fast-food na cozinha.

O trabalho de um grupo de cientistas da University College London — financiado pela Pesquisa em Câncer do Reino Unido —, da Fundação Britânica do Coração e do Instituto Nacional sobre Envelhecimento baseia-se na análise de 3.722 casais participantes do Estudo Inglês Longitudinal sobre o Envelhecimento (ELSA), casados ou vivendo juntos e com idade superior a 50 anos. Eles observaram como as pessoas conseguiram — ou não — parar de fumar, abandonar o sedentarismo ou perder peso, considerando a atitude do(a) companheiro(a). Os resultados, publicados na edição deste mês da Jama Internal Medicine, indicam que as pessoas são mais bem-sucedidas na extinção dos maus hábitos quando o(a) parceiro(a) também faz a mudança.

Das mulheres que fumavam, por exemplo, 50% conseguiram deixar o vício porque o namorado ou o marido também o fez. Ao mesmo tempo, entre aquelas que o parceiro não fumava, apenas 17% se livraram do tabagismo. A taxa é ainda mais baixa no grupo das que não contaram com o apoio e a vontade do parceiro fumante em deixar o cigarro: somente 8%. Nessa regra, os homens não são exceção. Quando eles são a parte do casal que propõe a medida, o envolvimento da companheira também facilita a empreitada.

 

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