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Estado de Minas

Estudo sugere medidas que podem ajudar a preservar a Floresta Amazônica

O artigo publicado na revista Science alerta que os esforços de manejo locais são indispensáveis para evitar que o ecossistema entre em colapso


postado em 20/03/2015 06:12

O Brasil é elogiado pela queda no desmatamento da Amazônia, mas a persistência de queimadas, aliada a períodos de seca, ainda ameaça a floresta(foto: Daniel Nepstad/Divlugação)
O Brasil é elogiado pela queda no desmatamento da Amazônia, mas a persistência de queimadas, aliada a períodos de seca, ainda ameaça a floresta (foto: Daniel Nepstad/Divlugação)

Com o mundo cada vez mais convencido da necessidade de combater as mudanças climáticas, é forte a cobrança para que se reduza a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera. Contudo, não basta esperar que os grandes poluidores assinem acordos em convenções internacionais e adotem medidas de grande porte. Embora isso seja essencial, um artigo publicado na edição de hoje da revista Science alerta que os esforços de manejo locais são indispensáveis para evitar que os mais importantes ecossistemas do mundo entrem em colapso, à medida que o planeta aquece.

Desmatamento, pesca desenfreada e poluição provocada por fertilizantes, por exemplo, são algumas das pressões ambientais que colocam em risco patrimônios da humanidade como a Floresta Amazônica (América do Sul), a Grande Barreira de Corais (Austrália) e o Espaço Natural de Doñana (Espanha). Esses três ecossistemas, na lista dos tesouros naturais da Unesco, foram analisados por uma equipe internacional de pesquisadores, para expor, no artigo, a necessidade de protegê-los, independentemente do aumento ou da redução nas emissões de CO2.

Marten Scheffer, diretor do Departamento de Ecologia Aquática e Qualidade do Manejo do Solo da Universidade Wageningen da Holanda, lembra que efeitos das mudanças climáticas, como ondas de calor, enchentes e secas — fenômenos que têm sido observados com frequência nos últimos anos —, são exacerbados por degradações locais. “O manejo regional deficiente deixa o ecossistema menos tolerante às mudanças climáticas e perturba a capacidade de ele continuar a funcionar efetivamente”, diz Scheffer, principal autor do estudo. Já a conservação desses ecossistemas amplia os chamados safe operating spaces (espaços operacionais seguros), um conceito novo que se refere a regiões da Terra que ainda conservam as condições biofísicas necessárias para regular a estabilidade do sistema do planeta.

 

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