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Estado de Minas

Canabidiol: composto presente na maconha ajuda no tratamento de doenças

No Brasil, o uso da substância, que é importada, depende de autorização do governo


postado em 11/08/2015 07:09 / atualizado em 10/08/2015 21:16

Maria Cristina Fleury com o filho, José Maurício. O menino tem uma síndrome que provoca epilepsia e tem se tratado com canabidiol
Maria Cristina Fleury com o filho, José Maurício. O menino tem uma síndrome que provoca epilepsia e tem se tratado com canabidiol


Belo Horizonte — A maconha é milenar. Suas propriedades medicinais vêm sendo usadas há quase 5 mil anos, de uma forma que passava ao largo da ciência. Mas, com um entendimento maior sobre os efeitos do canabidiol no corpo humano, médicos, químicos e neurocientistas passaram a pesquisar a fundo o tema. Hoje, a ciência caminha a passos largos para confirmar as evidências dos benefícios gerados pelos principais compostos presentes na erva — o THC, que tem efeito psicoativo; e o CBD, que não tem.

O segundo mudou, há três meses, a rotina na casa de Maria Cristina Fleury Furtado de Campos. Ela é mãe de Maria Valentina e José Maurício. O menino de 2 anos e 9 meses tem a síndrome de West, uma forma devastadora de epilepsia em crianças. Em maio, ela convenceu o neurologista dele a testar o canabidiol (CBD). “Estamos administrando em doses mínimas, mas a resposta foi imediata. No segundo dia, notamos melhora na comunicação com o olhar”, comemora a publicitária.

Cristina conta que o nível de atenção do filho mudou, assim como a comunicação e a emissão de sons. “Alteraram-se por completo. Meu filho se tornou um menino risonho do novo. Está entendendo tudo o que se passa e as crises já começaram a diminuir. Ainda não chegamos ao controle total da epilepsia, mas há espaço de sobra para aumentar a dose porque estamos usando uma quantidade mínima”, comemora.

Os gêmeos nasceram prematuros, aos sete meses e meio de gestação. Mauricinho apresentou uma pequena dificuldade de respirar, condição natural em bebês que vêm antes da hora. Foi entubado em uma unidade de terapia intensiva (UTI). No segundo dia de vida, sofreu duas paradas cardiorrespiratórias que culminaram em uma paralisia cerebral por falta de oxigênio. Em seguida, começou a ter convulsões. O menino deixou o hospital tomando anticonvulsivantes e, mais tarde, foi diagnosticado com a síndrome.

Até os testes com o composto da maconha, para controlar as crises, a criança ingeriu medicamentos com fortes efeitos colaterais, como queda da imunidade e perda parcial ou total da visão. “Isso sem contar que um dos medicamentos o deixou dopado por completo e ele perdeu todos os ganhos duramente conquistados com a fisioterapia. Nessa fase, Mauricinho sequer levantava um braço para pegar alguma coisa”, relembra a mãe.

 

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