Jornal Correio Braziliense

Ciência e Saúde

Alergia a objetos eletrônicos, como celulares, intriga médicos e cientistas

A EHS ainda não é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença e divide médicos e pesquisadores com relação a causas e sintomas



Marilde Gasparoto tem uma saúde de dar inveja. Com silhueta esguia, a mulher de 66 anos pratica esportes e adota uma dieta saudável. A superavó, porém, enfraquece diante de uma situação, no mínimo, inusitada. Ela conta sentir grande mal-estar quando fica perto de celulares, forno de micro-ondas, computadores, entre outros aparelhos. ;Comecei a sentir dores no braço em outubro de 2014. Nessa época, fazia trabalho voluntário no Centro de Valorização da Vida, atendendo pessoas pelo telefone e desconfiei dele. Depois, fui testando o mouse do computador e o carro e percebi que o problema estava em coisas que tinham algum campo eletromagnético ou que soltavam ondas eletromagnéticas;, conta.

A professora aposentada da Secretaria de Ensino do Distrito Federal acredita sofrer de hipersensibilidade eletromagnética (ou EHS, na sigla em inglês). ;Sempre que pegava o celular, sentia meu corpo como um fio em que ficava passando uma corrente. À noite, isso não me deixava dormir;, conta Marilde, que tirou o máximo de eletrodomésticos de casa, na Asa Sul, e abandonou de vez o telefone móvel. A EHS ainda não é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença e divide médicos e pesquisadores com relação a causas e sintomas.

Há especialistas que veem com ceticismo o problema, como Jan Alexander, diretor-geral adjunto do Instituto Norueguês de Saúde Pública. ;Não temos nenhuma base para dizer que os sintomas são imaginários, mas há um grande número de estudos sugerindo que eles devem ter outras causas que não os efeitos causados por campos eletromagnéticos em torno de telefones celulares, transmissores sem fio e outros equipamentos sem fio;, diz.

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