Levando em conta esta decisão, os autores de um estudo francês semelhante, intitulado Ypergay e comparando a eficácia do Truvada ao placebo, também decidiram permitir que todos os participantes se beneficiassem do Truvada.
Apesar da experiência bem sucedida em vários testes clínicos, o tratamento preventivo contra a aids continua a ser muito pouco prescrito no mundo, especialmente por causa de seu alto custo (cerca de 10.000 euros ao ano) e efeitos colaterais como dores de cabeça, náuseas e perda de peso.
"Os serviços nacionais de saúde têm restrições financeiras, mas não podem ignorar os resultados do estudo PROUD e Ypergay", ressaltaram os autores do estudo britânico.
Em um comentário anexo, os médicos Kenneth Mayer e Chris Beyrer, dois especialistas norte-americanos em saúde pública, acreditam que "a era da especulação já passou". "É preciso desenvolver serviços de prevenção a aids de escala internacional oferecendo sistematicamente tratamentos PrEP aos que podem se beneficiar", afirmaram.