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Estado de Minas

Cientistas divukgam combate ao Aedes aegypti com bactérias


postado em 19/02/2016 06:10


Cientistas australianos reportaram na revista Plos Pathogens uma experiência de combate ao Aedes aegypti, transmissor de enfermidades como dengue, zika e chicungunha. Eles criaram populações do inseto superinfectadas pela bactéria Wolbachia, o que impede a replicação dos vírus que causam essas doenças, deixando o mosquito inofensivo. A estratégia tem sido testada por pesquisadores de cinco países — inclusive do Brasil —, mas esta é a primeira vez que se utiliza o método de superinfecção; ou seja, submeter o inseto a sucessivas exposições à bactéria.

A Wolbachia ocorre naturalmente e invade diversas espécies de insetos — estima-se que 75% dos artrópodes sejam seu hospedeiro —, mas o mosquito é resistente à contaminação. No organismo dos animais, ela bloqueia o mecanismo de replicação viral, agindo como um neutralizador dos vetores. O patógeno é transmitido à descendência pelas fêmeas. Os machos nascidos delas não o passam adiante, mas, quando cruzam com uma fêmea não infectada, não produzem crias, um fenômeno chamado incompatibilidade citoplásmica. Dessa forma, a Wolbachia é uma das apostas para frear o avanço das doenças transmitidas pelo Aedes — a Organização Mundial da Saúde (OMS), diante da epidemia de zika, recomendou esta semana que pesquisas com essa abordagem sejam intensificadas.  

As equipes de Cameron Simmons, da Universidade de Melbourne em Parkville, e de Scott O’Neill, da Universidade de Monahs em Clayton, na Austrália, encontraram um meio de dificultar a resistência do vetor da zika à bactéria. Os testes foram feitos contra a dengue, mas os autores creem que a estratégia sirva para combater os outros vírus. Foi desenvolvida uma população de Aedes infectada com duas cepas da Wolbachia: wAlbB e wMel — esta última é a que vem sendo testada em cinco países. A ideia é que uma superinfecção evite que o mosquito desenvolva mutações para combater a bactéria.

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