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Correio Braziliense

Cientistas investigam problemas relacionados a alimentação pouco saudável

Crescem as evidências de que isso causa problemas como depressão, ansiedade e deficit de atenção


postado em 01/05/2016 08:00

O papel da nutrição na saúde física já está bem estabelecido. Só recentemente, porém, cientistas começaram a postular que o sustento do corpo também alimenta a mente e passaram a investigar a associação entre dieta e transtornos como depressão, deficit de atenção e ansiedade. Por enquanto, são pesquisas observacionais, que não trazem conclusões sobre causa e efeito. Contudo, resultados robustos indicam que, de fato, o que se come pode influenciar positiva ou negativamente a sanidade mental.

No ano passado, um grupo de cientistas afiliados à Sociedade Internacional para Pesquisa Nutricional Psiquiátrica (ISNPR) publicou na revista The Lancet Psychiatry um artigo defendendo o reconhecimento de que a alimentação é “determinante central” tanto da saúde física quanto da mental. “Embora os determinantes da saúde mental sejam complexos, as evidências emergentes e convincentes de que a nutrição é um fator crucial na alta prevalência e incidência de distúrbios mentais sugerem que a dieta é tão importante para a psiquiatria quanto a cardiologia, a endocrinologia e a gastroenterologia”, observa o texto.

Além disso, os autores argumentaram que, apesar de altos investimentos em diagnóstico e tratamento farmacológico, os pacientes têm sido pouco beneficiados com as inovações, sugerindo a necessidade de novas ferramentas que auxiliem no combate a transtornos graves e incapacitantes. A depressão, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é a doença que mais afasta do trabalho, atingindo 400 milhões de pessoas em todo o planeta, o correspondente a 7% da população. “Nos últimos anos, os tratamentos que visam melhorar o quadro de depressão falharam, sugerindo que outros fatores podem estar influenciando no peso dessa condição”, sustenta Felice Jacka, epidemiologista psiquiátrica da Universidade de Deakin, na Austrália, e integrante da ISNPR.

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