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Correio Braziliense

Uso de combustíveis fósseis deve aumentar a temperatura do planeta em 8°C

Estudo conclui que uso de todo o combustível fóssil armazenado no mundo lançaria 5 trilhões de toneladas de CO2 na atmosfera, provocando calor extremo no fim do século 24. No Ártico, esse aumento seria ainda maior, ficando em torno de 17ºC


postado em 24/05/2016 06:10 / atualizado em 24/05/2016 06:58

Urso salta entre blocos de gelo no Ártico: Hemisfério Norte é o que mais deve sofrer mudanças no clima com o aumento da temperatura global(foto: US Coast Guard/Cory J. Mendendhall)
Urso salta entre blocos de gelo no Ártico: Hemisfério Norte é o que mais deve sofrer mudanças no clima com o aumento da temperatura global (foto: US Coast Guard/Cory J. Mendendhall)


O uso contínuo de combustíveis de origem fóssil tem o potencial em aumentar a temperatura do planeta em cerca de 8ºC até o fim do século 24. O alerta é de um artigo publicado hoje na revista Nature Climate Change, que faz uma estimativa dos efeitos da atividade humana sobre as mudanças climáticas. Os pesquisadores estimam que o planeta ainda tenha uma reserva de petróleo e derivados suficiente para a produção de pelo menos 5 trilhões de toneladas de CO2, que, no ritmo atual, poderiam ser produzidas até 2300. O maior afetado pelo efeito estufa seria o Ártico, onde a temperatura média poderia ficar até 17ºC mais alta no mesmo período.

Outras análises previam que, a partir de certo ponto, a emissão de CO2 passaria a causar menos efeito no aumento da temperatura do planeta. Esse limite seria de 2 trilhões de toneladas, o número considerado nas projeções realizadas pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), órgão ligado às Nações Unidas. No entanto, o novo estudo defende que o gás carbônico continuará a elevar os termômetros mesmo depois dessa marca. Isso significa que a mudança climática continuaria a piorar conforme mais gás fosse liberado na atmosfera.

“Nós sugerimos que a absorção de calor dos oceanos é um dos principais processos que contribuem para a linearidade dessa relação em altos níveis de emissões de carbono”, explica Katarzyna Tokarska, estudante de doutorado da Universidade de Victoria, no Canadá, e principal autora do estudo. “O oceano absorve calor de forma mais lenta nessas condições, levando a um aquecimento global maior, já que menos calor será absorbido pelas águas. Portanto, a linearidade entre as emissões totais de carbono e os altos níveis de aquecimento continua”, resume.

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